O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, declarou apoio à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026, reafirmando lealdade a Jair Bolsonaro. A declaração veio após Flávio anunciar sua postulação com aval do pai, em meio a críticas e reações no cenário político. Tarcísio mencionou outros nomes da oposição e disse que é cedo para avaliações definitivas.
Em 8 de dezembro de 2025, durante uma coletiva de imprensa em Diadema, no ABC Paulista, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quebrou o silêncio sobre a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência nas eleições de 2026. Tarcísio, anteriormente cotado como possível nome do bolsonarismo, afirmou: “O Flávio vai contar com a gente”. Ele confirmou ter se reunido com Flávio na sexta-feira, 5 de dezembro, no Palácio dos Bandeirantes, antes do anúncio oficial do senador, que recebeu aval de Jair Bolsonaro.
Tarcísio reafirmou sua lealdade inegociável ao ex-presidente: “Sempre disse que eu ia ser leal ao Bolsonaro, que eu sou grato ao Bolsonaro, eu tenho essa lealdade e é inegociável”. Ele destacou que Flávio assume uma grande responsabilidade, juntando-se a outros nomes da oposição, como Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Ratinho Jr. (PSD-PR). O governador criticou o governo federal, defendendo a necessidade de discutir questões estruturais do Brasil e organizar a direita em torno de convergências ideológicas.
Questionado sobre uma pesquisa Datafolha divulgada no sábado, que mostrava Flávio 15 pontos atrás de Lula em um segundo turno, enquanto ele próprio ficaria cinco pontos atrás, Tarcísio respondeu: “Isso a gente vai avaliar com o tempo, está cedo. A gente tem tempo de maturação”. O anúncio de Flávio gerou reações mistas: aliados de Tarcísio o viram como humilhação, e o mercado financeiro registrou queda de 4% na Bolsa de Valores e alta do dólar.
Flávio, por sua vez, anunciou a pré-candidatura na sexta, mas no domingo indicou ter “um preço” para desistir, possivelmente ligado à anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo seu pai. Na segunda, ele recuou, afirmando que a candidatura é “irreversível” e “não está à venda”. Enquanto isso, o PT aprovou uma resolução no sábado ignorando Flávio e criticando Tarcísio como interlocutor do neoliberalismo, acusando-o de transformar São Paulo em laboratório de privatizações e redução do Estado.