Ministro do STF nega pressão por banco fraudulento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, negou ter pressionado o presidente do Banco Central em favor do Banco Master, envolvido em fraudes bilionárias. Reportagens indicam contatos entre Moraes e Gabriel Galípolo, mas ambos afirmam que as reuniões trataram da Lei Magnitsky. O caso ganhou destaque com ligações ao Judiciário e exigências de investigação por opositores.

O escândalo do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, explodiu em novembro de 2025, quando a Polícia Federal prendeu o banqueiro em São Paulo, sob acusação de fraudes estimadas em R$ 12 bilhões na operação Compliance Zero. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco em 18 de novembro, o que pode exigir resgates recordes do Fundo Garantidor de Créditos, entre R$ 40 bilhões e R$ 50 bilhões.

A tentativa de aquisição de 58% das ações do Master pelo BRB, anunciada em março, foi barrada por investigações do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União, culminando na rejeição pelo BC em setembro. Vorcaro foi solto em 29 de novembro com tornozeleira eletrônica, após decisão do TRF-1.

O caso ganhou contornos judiciais com ações de ministros do STF. Em 28 de novembro, Dias Toffoli viajou de jato particular para Lima, no Peru, com o advogado de um diretor do banco, para assistir à final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras. Toffoli assumiu o inquérito em 2 de dezembro, colocando-o sob sigilo elevado, e determinou em 3 de dezembro que diligências fossem avaliadas por ele. Em 15 de dezembro, liberou a retomada das investigações, com oitivas em até 30 dias, mas manteve materiais apreendidos em seu gabinete.

Reportagem do jornal O Globo, de 22 de dezembro, revelou que Alexandre de Moraes contatou Gabriel Galípolo ao menos quatro vezes, incluindo um encontro presencial em julho, para tratar da situação do Master. O escritório ligado à família de Moraes mantinha contrato de R$ 3,6 milhões mensais com o banco, totalizando R$ 129 milhões até 2027.

Moraes emitiu nota em 23 de dezembro negando pressão, afirmando que as reuniões foram sobre os efeitos da Lei Magnitsky. O BC corroborou, dizendo que "manteve reuniões com o ministro [...] para tratar dos efeitos da aplicação da Lei Magnitsky". Leitores e colunistas cobraram transparência: "Se Moraes está falando a verdade, precisa provar", escreveu Aparecida Alves. Bolsonaristas como o vereador Lucas Pavanato exigiram investigação: "É um dos maiores escândalos da história envolvendo um ministro do Supremo".

Em 16 de dezembro, mais de 200 personalidades pediram um código de conduta para o STF, em meio às reportagens sobre envolvimento de ministros com o Master. O presidente Edson Fachin afirmou que o diálogo guiará a criação de um código de ética.

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