O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou uma nota criticando a cobertura jornalística do caso envolvendo o Banco Master, alegando que ela ataca a autoridade da corte e a democracia. A declaração gerou controvérsias, com colunistas argumentando que o jornalismo cumpre seu papel de fiscalizar o poder público. O texto destaca anomalias no caso, como contratos e relações pessoais de juízes com o banco.
Em 25 de janeiro de 2026, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), publicou uma nota sobre a tramitação do caso do Banco Master. Nela, ele afirmou: "Quem tenta desmoralizar o STF para corroer sua autoridade, a fim de provocar o caos e a diluição institucional, está atacando o próprio coração da democracia constitucional e do Estado de Direito. O Supremo age por mandato constitucional, e nenhuma pressão política, corporativa ou midiática pode revogar esse papel".
A nota trata a cobertura jornalística como um ataque à corte e ao Estado democrático de Direito. Colunistas, como Lygia Maria, da Folha de S.Paulo, classificaram a declaração como vergonhosa, argumentando que ela serve como blindagem corporativista. Eles destacam que reportagens revelam anomalias, incluindo um contrato milionário do escritório de advocacia da esposa de Alexandre de Moraes com o Banco Master; ligações de fundos do banco a um resort com participação de irmãos de Dias Toffoli; visitas frequentes de Toffoli ao local; e a sede de uma empresa dos irmãos na residência de um deles, fato desconhecido pela cunhada de Toffoli.
De acordo com a análise, o jornalismo não busca derrubar instituições, mas informar cidadãos sobre fatos que demandam investigação. O STF, no entanto, opta por se posicionar como vítima, o que ecoa em outros casos, como o inquérito das fake news. Em 2024, Moraes investigou o vazamento de mensagens publicadas pela Folha, alegando indícios de organização criminosa contra a democracia. Críticos veem nisso uma narrativa autoritária que limita o escrutínio público.