Vorcaro e ex-presidente do BRB enfrentam acareação no STF

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foram submetidos a uma acareação no Supremo Tribunal Federal devido a contradições em seus depoimentos à Polícia Federal. O procedimento ocorreu na noite de 30 de dezembro e durou quase sete horas no total. O diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, foi dispensado da confrontação.

Na noite de 30 de dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) sediou uma acareação entre Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), no âmbito da investigação sobre o escândalo do banco. Os depoimentos individuais, colhidos pela delegada Janaína Palazzo da Polícia Federal (PF), começaram às 14h e revelaram divergências que justificaram o confronto conjunto.

Vorcaro foi o primeiro a depor, falando por quase três horas, enquanto Costa e Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central (BC), aguardavam. Costa prestou depoimento a partir das 17h30, por cerca de duas horas, seguido por Aquino até por volta das 21h. A acareação, que envolveu apenas Vorcaro e Costa, encerrou-se às 21h35, com um juiz auxiliar do gabinete do ministro Dias Toffoli, relator do caso, presente.

O processo é sigiloso desde o início de dezembro, sob relatoria de Toffoli. A investigação apura a tentativa de venda do Master, que envolveu a suposta falsificação de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado vendidas ao BRB — R$ 6,7 bilhões em contratos falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios. O banco foi liquidado em 18 de novembro, e Vorcaro ficou preso por 12 dias, agora usando tornozeleira eletrônica.

Entidades como Febraban e ABBC defenderam a independência do BC em nota conjunta, destacando a importância de reguladores técnicos. A defesa de Vorcaro nega buscar anulação da liquidação, argumentando que o caso chegou ao STF por envolver foro privilegiado de um deputado. Recentemente, oficiais de justiça procuraram o liquidante Eduardo Félix Bianchini, mas o gabinete de Toffoli negou responsabilidade pela intimação. Espera-se uma decisão de Toffoli em breve.

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