O deputado Carlos Jordy anunciou que o requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito sobre o Banco Master já conta com 205 assinaturas, superando o mínimo necessário de 198. O documento, assinado por 177 deputados e 28 senadores, só será protocolado em fevereiro, após o recesso legislativo. A iniciativa surge em meio a investigações sobre uma fraude bilionária envolvendo títulos podres no banco.
O vice-líder da oposição na Câmara, Carlos Jordy (PL-RJ), declarou em 31 de dezembro de 2025 que o pedido de abertura de uma CPMI sobre o Banco Master alcançou assinaturas suficientes para prosseguir no Congresso Nacional. Em postagem nas redes sociais, ele afirmou: “Já temos 205 assinaturas para a instalação da CPMI do Banco Master. Eram necessárias 198 e conseguimos 7 a mais.” Jordy destacou a participação de 177 deputados e 28 senadores, superando os 171 deputados e 27 senadores mínimos exigidos.
O parlamentar incentivou a continuidade das cobranças para mais adesões, pois o requerimento só poderá ser protocolado na volta do recesso, em fevereiro. O Banco Master está sob escrutínio por suspeitas de fraude bilionária, incluindo a venda de títulos podres ao Banco de Brasília (BRB) em uma operação de cerca de R$ 12 bilhões, visando evitar sua quebra. O Banco Central identificou irregularidades, como contratos fictícios lastreados em CDBs, levando à liquidação extrajudicial da instituição comandada por Daniel Vorcaro.
Em 30 de dezembro, a Polícia Federal realizou acareação entre o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e Vorcaro, determinada pelo ministro Dias Toffoli, do STF. Costa defendeu que as transações foram “decisões técnicas, colegiadas e formalmente documentadas”, negando contradições com a versão de Vorcaro. A PF também ouviu Ailton de Aquino Santos, diretor de Fiscalização do BC, que analisou a operação.
Uma segunda denúncia do BC ao MPF, envolvendo R$ 11,5 bilhões em fundos administrados pela Reag, reforça que as investigações estão no início. Vorcaro foi preso em novembro ao tentar fugir do país. Especialistas alertam para impactos no mercado financeiro e comparam ao caso Lojas Americanas, enfatizando a necessidade de responsabilização e ressarcimento a investidores.