Federal police arresting Banco Master owner amid bank liquidation due to fraud investigation.
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Banco central liquida banco master após prisões da pf

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O Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master e instituições relacionadas nesta terça-feira (18), motivada por crise de liquidez. A Polícia Federal prendeu o dono Daniel Vorcaro e outros envolvidos na Operação Compliance Zero, que investiga emissão de títulos de crédito falsos envolvendo o BRB. O esquema inclui transferências de R$ 16,7 bilhões do BRB para o Master, com pelo menos R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios.

A liquidação do Banco Master, Banco Master de Investimento, Banco Letsbank e Master Corretora de Câmbio foi decretada pelo Banco Central em 18 de novembro de 2025, devido a uma grave crise de liquidez no conglomerado. Na véspera, um consórcio de investidores dos Emirados Árabes Unidos e o grupo Fictor anunciou a compra do banco com aporte inicial de R$ 3 bilhões, mas a operação foi deflagrada logo após.

A Polícia Federal cumpriu cinco mandados de prisão preventiva, dois temporários e 25 de busca e apreensão em cinco estados, incluindo Distrito Federal e São Paulo. Daniel Vorcaro foi preso na noite de 17 de novembro em São Paulo, ao se preparar para embarcar em um jatinho para o exterior – defesa alega destino Dubai para reunião de negócios, enquanto investigadores apontam para Malta como indício de fuga. A Justiça Federal manteve a prisão após audiência de custódia, e a defesa planeja habeas corpus. Outros presos incluem Augusto Lima (sócio), Alberto Félix (tesoureiro), Luiz Antônio Bull (diretor de riscos) e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva (sócio).

O esquema envolve o BRB, que transferiu R$ 16,7 bilhões ao Master entre julho de 2024 e outubro de 2025, sendo R$ 12,2 bilhões em créditos consignados fictícios (R$ 6,7 bilhões em contratos falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios). Em março de 2025, o BRB anunciou intenção de aquisição, vetada pelo BC em setembro. Paulo Henrique Costa, presidente do BRB, foi afastado por 60 dias e emitiu nota afirmando que a operação da PF é 'legítima' e que o banco revisou documentação e reforçou controles. O diretor financeiro Dario Oswaldo Garcia Júnior também foi afastado.

A Emae, controlada pela Sabesp desde outubro por R$ 1,13 bilhão, revelou R$ 140 milhões em CDBs do Letsbank, equivalendo a 5,88% de seus ativos de R$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, com lucro de R$ 287,5 milhões. A empresa afirma ter caixa de R$ 243,9 milhões suficiente para operações normais e está adotando medidas para recuperar os valores, sem impacto operacional.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) honrará R$ 41 bilhões para 1,6 milhão de credores, o maior resgate de sua história, sem risco sistêmico. O deputado Rodrigo Rollemberg (PSB) articula CPI para investigar fraudes e omissões regulatórias. Investigadores suspeitam de vazamento de ordem de prisão, acelerando a simulação de venda.

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na semana passada ao tentar fugir para Abu Dhabi, negou a existência de uma fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master. Os advogados afirmam que o banco agiu de boa-fé, substituindo carteiras de crédito problemáticas vendidas ao BRB e registrando operações na B3. A Polícia Federal e o Banco Central, porém, apontam indícios de consignados forjados, levando à liquidação extrajudicial da instituição.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou à Polícia Federal ter fraudado carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões vendidas ao BRB, afirmando não saber quais eram bons ou ruins. As carteiras, adquiridas da consultoria Tirreno, teriam origem em empréstimos consignados via associações de servidores da Bahia, mas indícios apontam para forjamento para inflar o balanço do banco. O depoimento ocorreu em 30 de dezembro de 2025 no STF, sob relatoria de Dias Toffoli.

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O Banco Central decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação do Will Bank, banco digital do grupo Master, após falhar em honrar compromissos com a rede de cartões Mastercard. A medida eleva os custos para o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para cerca de R$ 50 bilhões, o maior da história do fundo. Clientes relatam dificuldades para acessar fundos e pagar contas, enquanto investigações no STF sobre fraudes no banco continuam sob pressão.

A Polícia Federal executou nesta quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, com 42 mandados de busca e apreensão contra alvos ligados ao Banco Master, incluindo o dono Daniel Vorcaro e o empresário Nelson Tanure. A ação resultou na prisão temporária do cunhado de Vorcaro e na apreensão de bens avaliados em milhões. O ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF, criticou a PF por atrasos, mas reconsiderou decisões sobre as provas.

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A família de Daniel Vorcaro, banqueiro ligado ao Banco Master, controla 80% de um projeto de créditos de carbono em terras públicas na Amazônia, que inflou fundos de investimento em mais de R$ 45,5 bilhões de forma irregular. Documentos revelam a participação da Alliance Participações, gerida pelo pai e pela irmã de Vorcaro, em um esquema investigado pela Polícia Federal. Paralelamente, o BRB planeja vender ativos recuperados do Master para fortalecer sua posição financeira.

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A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, indicou Edison Garcia, atual presidente da CEB, para presidir o Conselho de Administração do Banco de Brasília (BRB), substituindo Marcelo Talarico, que se recusou a deixar o cargo. A mudança ocorre em meio a investigações sobre fraudes envolvendo carteiras de crédito do Banco Master. O processo de transição deve durar cerca de um mês.

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