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Justiça solta Daniel Vorcaro e diretores do Banco Master com tornozeleira

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, a soltura de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de outros quatro diretores, com uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares. A decisão da desembargadora Solange Salgado da Silva será cumprida no sábado, 29. Vorcaro foi preso em 17 de novembro durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes de cerca de R$ 12,2 bilhões em títulos de crédito falsos.

Daniel Vorcaro, de 42 anos e mineiro, assumiu o controle do Banco Máxima em 2019, rebatizando-o como Banco Master em 2021. Sob sua gestão, o banco adotou uma estratégia agressiva de venda de CDBs com alta remuneração, atraindo atenção no mercado financeiro. Em 2024, adquiriu o Banco Voiter e o Will Bank. Vorcaro se aproximou de figuras políticas como o senador Ciro Nogueira (PP), Antonio Rueda (União Brasil) e o ministro Alexandre de Moraes (STF), além de contratar consultores como Ricardo Lewandowski, Gustavo Loyola, Henrique Meirelles e Guido Mantega.

Em 17 de novembro de 2025, Vorcaro foi preso preventivamente no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, ao tentar embarcar para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em seu jato particular. A Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero, investigando a venda de carteiras de crédito consignado falsificadas no valor de R$ 12,2 bilhões ao BRB (Banco de Brasília). No dia seguinte, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master. A PF cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, apreendendo carros de luxo, obras de arte e R$ 1,6 milhão em espécie.

Vorcaro foi transferido para o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos na segunda-feira anterior à decisão. Aliados relatam que ele sofreu 'maus bocados' na prisão e recusou transferência para o Complexo da Papuda, em Brasília, apostando na pressão pela liberdade provisória. Seu advogado, Pierpaolo Bottini, afirmou: 'A Justiça reconheceu a ilegalidade de uma prisão que não se sustentava sob qualquer aspecto jurídico'.

A desembargadora Solange Salgado destacou a gravidade dos fatos, mas considerou as medidas cautelares suficientes, pois os crimes não envolvem violência ou grave ameaça. Além da tornozeleira, os réus devem entregar passaportes, evitar contatos entre si, com testemunhas, funcionários do Master e BRB, comparecer periodicamente em juízo, justificar atividades e abster-se de sair do país ou do município sem autorização. Ficam suspensos de atividades financeiras.

Outros beneficiados incluem Augusto Ferreira Lima, Luiz Antônio Bull, Alberto Felix de Oliveira Neto e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva. O BRB, que planejava comprar 58% do Master em março de 2025 mas foi barrado pelo BC em setembro, decidiu atuar como assistente de acusação. Aliados de Vorcaro preveem desafios: 'Agora é que a briga começa'. Ao sair, ele planeja abrir uma garrafa de vinho Sassicaia safra 2011, que custa R$ 6 mil.

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A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na semana passada ao tentar fugir para Abu Dhabi, negou a existência de uma fraude de R$ 12,2 bilhões envolvendo o Banco Master. Os advogados afirmam que o banco agiu de boa-fé, substituindo carteiras de crédito problemáticas vendidas ao BRB e registrando operações na B3. A Polícia Federal e o Banco Central, porém, apontam indícios de consignados forjados, levando à liquidação extrajudicial da instituição.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, foram submetidos a uma acareação no Supremo Tribunal Federal devido a contradições em seus depoimentos à Polícia Federal. O procedimento ocorreu na noite de 30 de dezembro e durou quase sete horas no total. O diretor do Banco Central, Ailton de Aquino, foi dispensado da confrontação.

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Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, negou à Polícia Federal ter fraudado carteiras de crédito no valor de R$ 12,2 bilhões vendidas ao BRB, afirmando não saber quais eram bons ou ruins. As carteiras, adquiridas da consultoria Tirreno, teriam origem em empréstimos consignados via associações de servidores da Bahia, mas indícios apontam para forjamento para inflar o balanço do banco. O depoimento ocorreu em 30 de dezembro de 2025 no STF, sob relatoria de Dias Toffoli.

O Banco Central liquidou o Banco Master em novembro após a prisão de seu controlador pela Polícia Federal, revelando conexões políticas e indícios de fraudes bilionárias. Instituições como STF e TCU respondem com decisões questionadas, ameaçando a credibilidade do Estado brasileiro. Especialistas clamam por rigor e transparência na apuração.

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A Operação Compliance Zero da Polícia Federal investiga um esquema de fraudes bilionárias no Banco Master, gerando uma fila de pedidos de acesso aos autos no gabinete do ministro Dias Toffoli, no STF. Parentes do banqueiro Daniel Vorcaro estão sob escrutínio por um projeto de créditos de carbono no Amazonas. Advogados relatam atrasos na autorização para consultar o processo sigiloso.

O Banco de Brasília (BRB) planeja entregar ao Banco Central até esta sexta-feira (6) um plano de capital para lidar com as perdas decorrentes da suposta fraude em carteiras de crédito adquiridas do Banco Master. O plano inclui opções como criação de fundo imobiliário, empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e aporte do Governo do Distrito Federal. Em paralelo, o presidente do BRB deve se reunir com deputados distritais para explicar o impacto da crise.

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O Supremo Tribunal Federal divulgou depoimentos no inquérito do Banco Master, revelando irregularidades graves como apenas R$ 4 milhões em caixa apesar de R$ 80 bilhões em ativos. Enquanto isso, o INSS bloqueou R$ 2 bilhões em pagamentos por falta de comprovação de contratos de empréstimos consignados, e o Fundo Garantidor de Créditos prossegue com reembolsos a investidores.

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