O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou que não teve intenção de censurar jornalistas durante a remoção forçada do deputado Glauber Braga da Mesa Diretora. O episódio, ocorrido na terça-feira, envolveu tumulto, agressões e interrupção da transmissão ao vivo. Motta lamentou os transtornos e prometeu investigar excessos.
Na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados, divulgou uma nota oficial respondendo às críticas sobre o episódio ocorrido dois dias antes. Na terça-feira, 9 de dezembro, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força da cadeira da presidência da Mesa Diretora, após se recusar a deixá-la às 16h02, quando outro membro assumiria o posto.
A sessão foi suspensa por determinação de Motta e anunciada pelo primeiro-secretário Carlos Veras (PT-PE) às 17h42. Durante o tumulto, profissionais de imprensa foram removidos do plenário pela polícia legislativa, conforme regras de 2020 sobre circulação de pessoas para garantir a segurança. Isso resultou em agressões e na interrupção da transmissão da TV Câmara às 17h28, além de o vídeo não ser listado no canal oficial da Câmara no YouTube. A nota explica que a interrupção automática da sessão levou à transmissão de outra reunião, da Comissão de Saúde, mas a corte ocorreu antes disso.
"Lamento os transtornos causados aos profissionais de comunicação e reafirmo que não houve intenção de limitar o exercício da atividade jornalística", declarou Motta. Ele anunciou a instauração de uma sindicância para apurar eventuais excessos e classificou a conduta de Braga como inadequada, por comprometer o funcionamento dos trabalhos legislativos.
A imprensa não pôde registrar imagens da expulsão, com apenas parlamentares acessando a cena e divulgando vídeos posteriormente. O caso foi condenado por entidades como a Fenaj, Abraji e ANJ, que viram ameaça à liberdade de imprensa. A Câmara reafirmou seu compromisso com a transparência e o respeito às instituições democráticas.