A Polícia Civil de São Paulo desarticulou um grupo que planejava um ataque violento com bombas e coquetéis molotov na Avenida Paulista nesta segunda-feira (2). Doze suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, foram detidos após monitoramento digital. A ação evitou um atentado coordenado em outras cidades como Rio de Janeiro e Brasília.
Autoridades da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, por meio do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), identificaram e detiveram 12 suspeitos envolvidos em um plano de manifestação violenta na Avenida Paulista, um dos principais pontos da capital paulista. O ataque estava marcado para as 14h desta segunda-feira (2), sem uma pauta definida, e seria parte de uma ação coordenada em cidades como Rio de Janeiro e Brasília.
Os suspeitos, com idades entre 15 e 30 anos, foram abordados pela Polícia Militar enquanto alguns já estavam no local, portando explosivos, máscaras, coquetéis molotov e cartazes. Em Botucatu, no interior do estado, policiais apreenderam simulacros de armas de fogo, canivetes e armas reais na casa de um adolescente de 15 anos. O grupo fazia parte de uma rede nacional com cerca de 7 mil a 8 mil participantes em chats no Telegram, onde compartilhavam tutoriais para fabricar bombas caseiras, bloquear sinais de celulares e identificar policiais disfarçados.
"Foi um grande trabalho de antecipação do Núcleo de Observação e Análise Digital da polícia. Conseguimos impedir um possível ataque que aconteceria nesta segunda", disse o secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, em coletiva de imprensa. Ele destacou que a manifestação visava tumulto sem agenda específica. O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, reforçou: "É mais um ataque que conseguimos impedir por meio do monitoramento digital. Os policiais se infiltraram nesses grupos e identificaram os principais articuladores."
A investigação, apoiada pela Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCiber), monitorou o aumento de palavras-chave relacionadas a crimes violentos em plataformas digitais. Seis dos detidos tinham papéis de comando no grupo, que concentrava mobilização em São Paulo e Rio de Janeiro, com quase 600 membros na comunidade virtual da capital paulista.