O senador Flávio Bolsonaro discursou em uma manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, vestindo colete à prova de balas. Ele criticou o governo Lula, mencionou o escândalo do INSS envolvendo o filho do presidente e prometeu anistiar o pai, Jair Bolsonaro, se eleito. Flávio fez acenos a lideranças da direita, como Tarcísio de Freitas e Silas Malafaia.
Discurso na Avenida Paulista
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, participou de uma manifestação bolsonarista na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo, 1º. Vestindo um colete à prova de balas sob a camisa da Seleção Brasileira, ele adotou um tom moderado em seu discurso, criticando o governo Lula e o PT sem menções diretas à madrasta, Michelle Bolsonaro, que não compareceu ao evento.
Flávio destacou conquistas do governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que está preso no Complexo da Papuda, em Brasília, por tentativa de golpe de Estado. Ele prometeu libertar o ex-presidente se eleito, afirmando em visita recente: “Eu disse: ‘pai, em janeiro de 2027, você vai pessoalmente subir a rampa do Palácio do Planalto junto com o povo brasileiro. Brasil acima de tudo!'”.
No discurso, Flávio acusou o primogênito de Lula, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), de receber 300.000 reais mensais de fraudes no INSS, supostamente em troca de facilidades no governo. “Se eu fosse filho do Lula, eu estaria sendo acusado de receber um mensalão de 300 mil reais de roubo dos aposentados do INSS (…). Seu dinheiro, aposentado do INSS, pode estar na conta do filho do Lula lá na Suiça”, disse. A Polícia Federal investiga o escândalo de descontos ilegais a aposentados, estimado em até 6 bilhões de reais.
Ele elogiou aliados como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), organizador do ato, o pastor Silas Malafaia, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o prefeito Ricardo Nunes. Flávio também agradeceu os governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), enfatizando união: “Isso aqui não é ato eleitoral. Tem aqui dois pré-candidatos, juntos, não estamos disputando votos, estamos aqui pensando no que é melhor para o país”.
Críticas ao STF foram leves, com Flávio defendendo impeachments futuros: “Todos nós somos favoráveis ao impeachment de qualquer ministro do Supremo que descumpra a lei. Isso só não acontece hoje porque ainda não temos maioria no Senado Federal.” O evento reuniu lideranças da direita, mas evitou confrontos diretos.