A cidade de São Paulo registrou 36,9°C no domingo (28), o maior valor para dezembro desde 1943 e o mais quente do ano. O calor extremo afetou todo o estado, com Pedro de Toledo alcançando 42,1°C. Autoridades alertam para riscos à saúde e possível mudança para tempestades a partir de segunda-feira.
No dia 28 de dezembro de 2025, São Paulo enfrentou uma onda de calor intensa, batendo recordes históricos de temperatura. A estação meteorológica convencional do Inmet no Mirante de Santana, na zona norte, marcou 36,9°C por volta das 16h, superando o recorde anterior de dezembro, de 35,6°C em 3 de dezembro de 1961, e o mais alto do ano até então, de 36,1°C em 26 de dezembro. A medição automática na mesma estação apontou 37,2°C, confirmando o quarto dia consecutivo acima de 35°C.
No estado, a Defesa Civil divulgou que Pedro de Toledo, no Vale do Ribeira, foi a cidade mais quente, com 42,1°C, seguida por outras municípios da região como Miracatu (41,6°C) e Itaóca (40°C). São Paulo ficou em 37,2°C no Mirante. O Inmet emitiu alerta vermelho de grande perigo para calor extremo em 1.284 municípios, incluindo São Paulo, até 29 de dezembro, indicando riscos à saúde com temperaturas 5°C acima da média por mais de cinco dias.
Os efeitos do calor se refletiram na saúde: a Secretaria de Estado da Saúde registrou 27% mais atendimentos ambulatoriais por insolação e problemas relacionados, totalizando 1.052 casos de janeiro a outubro de 2025, contra 827 em 2024. Internações caíram para 2 casos. Grupos vulneráveis, como idosos e crianças, enfrentam maior risco de desidratação e hipertemia. O consumo de água subiu 60%, deixando reservatórios como o Cantareira com 26% de capacidade.
O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da prefeitura alerta para mudança climática a partir da noite de 28, com chuvas, rajadas de vento acima de 50 km/h, raios e possível granizo na segunda-feira (29). Pancadas isoladas já ocorreram na zona norte e em Guarulhos. Para terça (30), espera-se calor com máxima de 29°C e mais chuvas fortes, podendo causar alagamentos, quedas de árvores e falhas no fornecimento de energia.
"A massa de ar quente e úmido, combinada com a brisa marítima, provocará núcleos de chuva de moderada a forte intensidade", informou o CGE. Recomendações incluem hidratação constante, evitar sol entre 10h e 16h e não deixar vulneráveis em veículos fechados.