O estudo mais recente do Banco de España sobre hábitos de pagamento mostra que os espanhóis carregam em média 45 euros em dinheiro, metade dos 70 a 100 euros recomendados pelo banco central para crises como o blecaute do ano passado. O banco enfatiza a independência do dinheiro em relação a falhas na infraestrutura tecnológica.
O estudo mais recente do Banco de España revela que as famílias espanholas não cumprem suas recomendações de liquidez em dinheiro para emergências. Os cidadãos carregam uma média de 45 euros em notas e moedas, em comparação com a orientação do banco central de 70-100 euros por pessoa para cobrir compras básicas por três dias durante blecautes ou falhas na rede. Os valores variam muito: 26% carregam até 20 euros, 46% entre 21 e 50 euros — totalizando 72% abaixo de 50 euros — enquanto apenas 18% possuem de 51 a 100 euros. Valores mais altos são incomuns, com 4% portando de 101 a 200 euros, 1% de 200 a 500 euros e 4% não carregando nada. O dinheiro continua sendo o método de pagamento habitual para 57% dos consumidores em lojas físicas, embora com uma leve queda em relação ao ano passado. Os cartões ocupam o segundo lugar, com os pagamentos móveis agora em 15%. Outras autoridades fazem coro. O Riksbank da Suécia recomendou em março que as famílias mantenham pelo menos 1.000 coroas suecas (cerca de 90 euros). A Comissão Europeia incluiu o dinheiro no kit de emergência proposto no ano passado para sobreviver 72 horas sem ajuda externa.