O peso cubano desvalorizou para 500 unidades por dólar americano no mercado informal na quarta-feira, marcando um mínimo histórico segundo o veículo El Toque. Essa queda de 15 por cento até agora neste ano agrava a crise econômica da ilha, impulsionada por pressões externas dos Estados Unidos. A desvalorização se aprofundou desde a fracassada reforma monetária de 2021.
O indicador de referência para o mercado informal, publicado diariamente pelo veículo independente El Toque, registrou na quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026, que o peso cubano atingiu 500 unidades por dólar americano, um mínimo histórico. Essa desvalorização representa uma queda de 15 por cento no valor da moeda cubana em relação ao dólar até agora neste ano. ↵↵A situação ocorre em meio a crescentes pressões dos Estados Unidos sobre Cuba, incluindo um bloqueio naval que afetou o fluxo de petróleo venezuelano para a ilha. Cuba enfrenta uma profunda crise econômica há seis anos, caracterizada por escassez de bens básicos, alta inflação, declínio na produção e blecautes prolongados. ↵↵A desvalorização no mercado informal vem se agravando desde a fracassada reforma monetária de 2021 conhecida como ‘Tarea Ordenamiento’, que visava eliminar o sistema de dupla moeda no país, onde o peso conversível circulava anteriormente à par com o dólar. O El Toque, cujo câmbio é o mais seguido na rua e por economistas independentes, documentou essa queda, que coincide com tensões crescentes no mar do Caribe. ↵↵Em resposta, o Governo cubano e o Banco Central de Cuba ajustaram as taxas oficiais em várias ocasiões. Em 2021, a taxa de câmbio oficial começou em 24 pesos por dólar. Em agosto de 2022, uma taxa de 120 pesos por dólar foi estabelecida para pessoas físicas e pequenas e médias empresas. Em dezembro de 2024, em meio a uma recessão no produto interno bruto e uma lacuna crescente entre as taxas formal e informal, foi anunciada uma terceira taxa de câmbio flutuante para certos detentores de moeda, começando em 410 pesos por dólar e atingindo 455 unidades na quarta-feira. ↵↵Essa evolução destaca a crescente lacuna entre o mercado informal e o terceiro segmento oficial, amplificando a incerteza econômica na ilha.