O governador Tarcísio de Freitas e o ex-ministro Fernando Haddad, principais pré-candidatos ao governo de São Paulo, evitaram comentar a greve estudantil na USP e a operação da Polícia Militar no último domingo.
Na madrugada de domingo, a Polícia Militar expulsou estudantes que ocupavam o saguão da reitoria da USP havia três dias. A ação envolveu cerca de 50 policiais, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, resultando na detenção de quatro alunos. A universidade afirmou não ter sido avisada e repudiou o ato, enquanto a Secretaria de Segurança Pública relatou uso moderado da força e danos ao patrimônio.
A greve estudantil, iniciada em 15 de abril, abrange mais de cem cursos e pede aumento da bolsa permanência de R$ 885 para R$ 1.000, além de melhorias em moradias e restaurantes universitários. O reitor Aluisio Segurado disse ter atingido o limite orçamentário e não negociará após a invasão.
Haddad comentou após a publicação inicial que as cenas revelam falta de diálogo. Tarcísio não se manifestou diretamente. O deputado Kim Kataguiri defendeu ação mais firme da polícia, e o prefeito Paulo Serra pediu apuração de excessos policiais e respeito ao patrimônio público.