Especialistas em nutrição de universidades dos EUA, como Harvard e Stanford, identificaram dez mitos comuns sobre alimentação que persistem apesar das evidências científicas. Essas concepções errôneas, impulsionadas pelas redes sociais e tendências, afetam os hábitos de consumo globais. O artigo de La Tercera resume suas opiniões para esclarecer dúvidas.
Por anos, frases como 'todas as gorduras são ruins' moldaram os hábitos alimentares nos Estados Unidos e no mundo, de acordo com um artigo do New York Times referenciado por La Tercera. Dez especialistas de instituições como Harvard, Tufts e Stanford respondem: qual mito de nutrição deveria desaparecer?
Sara Bleich da Harvard explica que frutas e vegetais congelados, enlatados ou desidratados podem igualar o valor nutricional dos frescos, desde que se evitem aditivos. 'Ler os rótulos é fundamental', alerta ela. Vijaya Surampudi da UCLA critica a demonização das gorduras, que levou a substituí-las por açúcares e farinhas refinadas, aumentando a obesidade. Gorduras saudáveis de azeite, peixe e nozes são essenciais.
Dariush Mozaffarian da Tufts enfatiza que não se trata apenas de calorias: alimentos ultraprocessados alteram o metabolismo. 'Priorizem alimentos de qualidade', diz ele. Linda Shiue da Kaiser Permanente esclarece que pessoas com diabetes podem comer frutas inteiras por sua fibra e antioxidantes. Kathleen Merrigan da Arizona State observa que o leite de vaca fornece mais proteína do que muitas alternativas vegetais, que frequentemente têm açúcares adicionados.
Daphene Altema-Johnson da Johns Hopkins defende as batatas por sua vitamina C e potássio se cozidas de forma saudável. Ruchi Gupta da Northwestern recomenda introduzir amendoins em bebês de 4-6 meses para prevenir alergias. Christopher Gardner da Stanford afirma que proteínas vegetais são completas com variedade. Frank B. Hu da Harvard descarta riscos da soja com câncer de mama em humanos. Finalmente, Marion Nestle da NYU lembra que as diretrizes básicas dos anos 1950 persistem: moderar açúcar, sal e gorduras saturadas, e priorizar vegetais, como resume Michael Pollan: 'Coma comida. Não muito. Principalmente plantas'.