Organizações feministas, sociais, políticas e sindicais realizaram mobilizações em 9 de março em várias partes do país, incluindo uma grande marcha em Buenos Aires do Congresso à Praça de Mayo. O dia incluiu greves em vários setores e denúncias contra a reforma trabalhista e a desigualdade de gênero. O evento esteve ligado a uma greve feminista internacional.
Em 9 de março de 2026, milhares participaram de marchas pelo Dia Internacional da Mulher Trabalhadora na Argentina, com foco principal contra a violência machista e a desigualdade de gênero. Em Buenos Aires, a mobilização começou às 16h em frente ao Congresso Nacional, onde mulheres e diversidades se reuniram para avançar pela Avenida de Mayo até a Praça de Mayo. A decisão de mudar a data de 8 para 9 de março visava facilitar a participação em um dia útil e aumentar a visibilidade das demandas ao governo de Javier Milei. Antes do evento principal, uma mateada foi realizada no domingo no Parque Centenário para discutir questões como a reforma trabalhista, a sobrecarga de tarefas de cuidado e a dívida familiar. A marcha contou com bandeiras, cartazes e lenços verdes e roxos, além de fechamentos controlados de ruas por segurança. As organizações destacaram as consequências da reforma trabalhista, mudanças na punibilidade juvenil e modificações na Lei de Glaciares, medidas que afetam diretamente mulheres e diversidades. O trajeto prosseguiu com organização meticulosa, cabeças coordenadas e brigadas de cuidado, sob uma operação policial que permitiu um desenvolvimento pacífico. Ao chegar à Praça de Mayo por volta das 18h30, o ato central começou com a leitura do documento oficial e falas das convocantes. O dia fez parte de uma greve feminista internacional, replicada na Europa e na América, e destacou a precarização do trabalho, a desigualdade nas tarefas de cuidado e os efeitos da dívida. Mabel Bianco criticou um vídeo do governo pelo Dia da Mulher, afirmando: “O vídeo horrível do Governo pelo Dia da Mulher é uma ofensa a toda a sociedade.” A mobilização incluiu cânticos por igualdade de gênero, justiça social e autonomia econômica.