Após a reunião de 28 de dezembro em Mar-a-Lago, o presidente eleito dos EUA Donald Trump anunciou 90% de acordo com o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky sobre um quadro para acabar com a invasão russa da Ucrânia. Os líderes planeiam falar novamente na segunda-feira, após avanços em garantias de segurança e questões militares, com Zelensky afirmando a prontidão da Ucrânia para a paz.
Trump detalhou «avanços significativos» nas conversas de domingo, alegando «90% de acordo» no geral. Especificou «100% de acordo» nas garantias de segurança para a Ucrânia e na dimensão militar, «quase acordado» nas garantias para os EUA, Europa e Ucrânia, e a finalização em curso do plano de prosperidade.
As negociações, envolvendo os enviados de Trump Steve Witkoff e Jared Kushner, abordaram territórios do leste, segurança futura e a ocupação russa da central nuclear de Zaporíjia. Antes da reunião com Zelensky, Trump realizou uma chamada «boa e muito produtiva» com Vladimir Putin e planeia outra depois.
A Rússia exige que a Ucrânia ceda territórios do sul e do leste, apesar de mais de 1,1 milhões de soldados russos reportados como mortos ou feridos. No sábado, Moscovo lançou mais de 500 drones e 40 mísseis contra Kiev, matando uma pessoa e deixando um terço dos residentes sem aquecimento. «Os russos estão a levar a cabo uma campanha baseada na instilação de exaustão, frio e medo», disse a primeira-ministra ucraniana Yuliia Svyrydenko.
O rascunho do plano de paz foi reduzido de 28 para 20 pontos, embora Moscovo rejeite disposições sobre o tamanho do exército ucraniano pós-guerra. A Ucrânia insiste em garantias de proteção vinculativas dos EUA, enquanto a Rússia procura clareza sobre sanções e ativos congelados. Zelensky opõe-se à cedência de um cinto fortificado em Donetsk, sugerindo uma zona desmilitarizada dependente da retirada russa.