Emissários dos EUA e do Irã participaram de conversas indiretas preliminares em Omã na sexta-feira, buscando impedir uma potencial ação militar americana contra o Irã. As discussões, mediadas por autoridades omanianas, focaram no programa nuclear iraniano da perspectiva de Teerã, enquanto os EUA buscavam concessões mais amplas. Ambas as partes expressaram interesse em novas reuniões em meio a tensões regionais elevadas.
As conversas indiretas ocorreram em Mascate, capital de Omã, envolvendo o enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump. Eles se comunicaram com o ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi por meio de intermediários omanianos. O Irã descreveu a sessão de seis horas como longa e intensiva, proporcionando algum alívio em uma região tensionada por ameaças de conflito. O presidente Trump havia alertado sobre ataques militares, levando o Irã a advertir que tal ação poderia acender uma guerra mais ampla. Falando com repórteres a bordo do Air Force One, Trump disse: «Nós, da mesma forma, tivemos conversas muito boas sobre o Irã. O Irã parece querer fazer um acordo desesperadamente. Temos que ver qual é esse acordo.» Ele mencionou navios de guerra americanos na área, mas enfatizou que não há urgência para um acordo. Araghchi, em entrevista à Al Jazeera, indicou que ambas as partes desejam outra rodada em breve, embora nenhuma data tenha sido marcada. Ele acrescentou que o Irã está preparado para a paz ou a guerra. Além da diplomacia, os EUA aplicaram pressão econômica. O secretário do Tesouro Scott Bessent revelou que ações americanas criaram uma escassez de dólares no Irã, levando a um colapso bancário em dezembro. Isso desencadeou desvalorização da moeda, inflação galopante e protestos que evoluíram para agitação antirregime, com pelo menos 5.000 mortes, principalmente entre manifestantes. Na sexta-feira, os EUA impuseram novas sanções visando entidades que negociam petróleo iraniano ilegalmente, e a Casa Branca alertou sobre tarifas a nações que lidam com o Irã. Trump defende a mudança de regime, uma visão apoiada por Israel, mas temida por outros pelo potencial caos na nação rica em petróleo. O Irã mantém que seu programa nuclear é pacífico e exige que as conversas se concentrem nele. Os EUA afirmam que o Irã busca armas, citando um bombardeio em dezembro, embora o órgão de vigilância nuclear da ONU não encontre evidências de desenvolvimento de bombas.