A presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso, criticou o pedido do governo basco para transferir temporariamente o Guernica, de Picasso, para o Museu Guggenheim de Bilbao, classificando a iniciativa como uma "catetada". Aitor Esteban, do PNV, rebateu, acusando-a de provincianismo por priorizar o consumo em bares durante a pandemia. O Museu Reina Sofía desaconselha fortemente a transferência.
O governo basco solicitou, no final de março, que o governo de Pedro Sánchez transferisse temporariamente o Guernica para o Museu Guggenheim de Bilbao para uma exposição entre 1º de outubro de 2026 e 30 de junho de 2027. O pedido marca o 90º aniversário do primeiro governo basco e o bombardeio de Gernika em 1937, durante a Guerra Civil.
A presidente de Madri, Isabel Díaz Ayuso, declarou na segunda-feira em Parla que mover a obra parece uma "catetada" e uma "polêmica absurda" que alimenta o nacionalismo. Ela argumentou que isso coloca em risco a integridade da pintura e que não faz sentido devolver obras às suas origens conforme a conveniência, como levar toda a obra de Picasso para Málaga. "A cultura é universal", afirmou, promovendo eventos como o Grande Prêmio de Fórmula 1 da Espanha e a visita do Papa para o benefício de todos.
O presidente do EBB do PNV, Aitor Esteban, respondeu no X que "catetada" é ter como "principal reivindicação nacional poder tomar uma cerveja em um terraço", referindo-se à política de Ayuso durante a pandemia. O Museu Reina Sofía emitiu um relatório desaconselhando fortemente o empréstimo, observando que nunca concordou com pedidos semelhantes, nem mesmo do MoMA de Nova York.