Relatórios da UCO e das autoridades fiscais revelam que as empresas de Alberto González Amador faturaram 4,4 milhões de euros à Quirón Prevención ao longo de três anos por serviços de consultoria. Os documentos destacam a falta de recursos de uma das firmas e possíveis indícios de simulação.
Um relatório da Unidad Central Operativa da Guardia Civil, enviado ao Tribunal de Instrução número 19 de Madri, detalha que a Masterman & Whitaker careceria de pessoal e recursos materiais para prestar os serviços faturados à Quirón Prevención. A empresa foi adquirida em dezembro de 2020 por 499.836 euros da esposa de um executivo da companhia.
A Agência Tributária, em documento datado de 22 de maio, confirma as faturas: 1.078.412 euros em 2021, 1.956.449 euros em 2022 e 1.401.634 euros em 2023, totalizando 4.436.495 euros. O Hacienda aponta indícios de simulação no direcionamento de rendimentos por meio dessa firma, descrita como uma empresa de fachada.
Miguel Ángel Rodríguez, chefe de gabinete de Isabel Díaz Ayuso, negou as alegações e afirmou que o último contrato com a Quirón data de 2010. As investigações judiciais permanecem abertas por suposta corrupção em transações comerciais.