Mark Zuckerberg e Priscilla Chan compareceram ao desfile da Prada durante a Semana de Moda de Milão, vestindo peças de designers caras e provocando debate sobre a acessibilidade da moda. O evento destacou os preços exorbitantes de luxo em meio a grande engajamento nas redes sociais. Os designers enfatizaram criar para clientes abastados enquanto navegam influências culturais mais amplas.
Semana de Moda de Milão para o outono/inverno 2026, realizada no início de março, atraiu atenção não apenas por suas coleções de passarela, mas pela presença de bilhardários de alto perfil como o fundador da Meta, Mark Zuckerberg, e sua esposa Priscilla Chan. No desfile da Prada na quinta-feira, Chan usou um casaco shearling da Prada no valor de €11.500 ($13.000) com gola de pelo loiro, uma aparição possivelmente ligada a rumores de uma colaboração Meta-Prada em óculos inteligentes. Os rumores alimentaram discussões sobre para quem a moda é realmente destinada, pois os preços de luxo dispararam — uma bolsa Chanel subiu de $5.800 em 2019 para $10.800 em 2024, e vestidos da Versace para a primavera 2025 atingiram dezenas de milhares de dólares. Apesar da onipresença da moda via TikTok e Instagram, muitos observadores notaram sua inacessibilidade para a maioria. O patrimônio líquido de Zuckerberg supostamente saltou de $72 bilhões para $177 bilhões durante esse período, sublinhando a disparidade de riqueza. A coleção da Prada contou com 15 modelos desfilando quatro vezes cada para 60 looks, misturando peças como culotes, saias com miçangas cafona, botas de penas e meias brilhantes para comentar o ritmo da mulher moderna. A designer Miuccia Prada declarou nos bastidores: “Eu tento fazer tudo político exceto o político óbvio, porque seria criticada — um designer de moda rico não pode fazer política porque não é certo. Estamos projetando para pessoas ricas. Estamos falando de roupas caras, vestindo pessoas ricas. Você tem que estar ciente disso.” O street style durante a semana incorporou a elegância milanesa de 'sciura' — mulheres polidas de certa idade que preferem alfaiataria precisa, joias ousadas, lenços de seda e elementos inesperados como casacos coloridos ou estampas. Os participantes canalizaram isso com lenços de cabeça, brincos grandes e bolsas divertidas em meio a ruas emparceiradas. Outros destaques incluíram alfaiataria poderosa na Giorgio Armani e Marni, preto monocromático nas passarelas e casacos de pelo chamativos na Bottega Veneta e Fendi. Designers como Glenn Martens da Diesel notaram a democratização da moda via redes sociais: “A moda globalizou muito mais... Todo mundo pode se tornar um crítico.” A semana equilibrou grandes ideias com as realidades do luxo, atraindo tanto tecnocratas quanto figuras tradicionais da primeira fila.