Exames de ressonância magnética de 120 adultos nos Estados Unidos revelaram que indivíduos com traços psicopáticos mais elevados possuem um estriado — área envolvida na recompensa e motivação — cerca de 10% maior, em média, do que aqueles com poucos ou nenhum desses traços, segundo um estudo publicado no Journal of Psychiatric Research.
Neurocientistas relataram uma diferença cerebral mensurável associada a traços psicopáticos, com base em exames de ressonância magnética estrutural e avaliações clínicas.
Pesquisadores da Nanyang Technological University em Singapura, da University of Pennsylvania e da California State University, Long Beach, publicaram suas descobertas no Journal of Psychiatric Research em um artigo intitulado “Larger striatal volume is associated with increased adult psychopathy” (Volume estriatal maior está associado ao aumento da psicopatia em adultos).
No estudo, a equipe avaliou os traços psicopáticos utilizando a Psychopathy Checklist–Revised (PCL-R) e comparou essas pontuações com os exames cerebrais dos participantes. Eles descobriram que o estriado — uma região profunda do prosencéfalo envolvida no processamento relacionado à recompensa e motivação — era maior em pessoas com pontuações mais altas de psicopatia.
Os autores relataram que, em uma comparação pareada de 18 indivíduos classificados como psicopatas e 18 controles, o volume estriatal era 9,4% maior no grupo psicopata. O estudo também apontou que a busca por estimulação e a impulsividade mediaram parcialmente a relação entre o volume estriatal e a psicopatia, sendo responsáveis por 49,4% dessa associação.
O artigo analisou dados de ressonância magnética de 108 homens adultos residentes na comunidade e incluiu uma análise exploratória de uma amostra menor de mulheres, que os autores descreveram como preliminar devido ao seu tamanho limitado.