Hannes Junginger-Gestrich, CEO da Carbonfuture, discute o papel da empresa na construção de sistemas de monitoramento, relatórios e verificação para remoção de carbono em um podcast recente. Lançada há cinco anos, a Carbonfuture facilita a remoção duradoura de carbono por meio de uma plataforma digital que conecta vários métodos a compradores. A empresa enfatiza rigor científico e colaboração ecosistêmica para escalar esforços rumo a gigatoneladas de remoções até 2040.
O setor de remoção de carbono enfrenta desafios significativos para garantir legitimidade e accountability enquanto o mundo busca extrair bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera para evitar aquecimento severo. Em um episódio do podcast Sustainability In Your Ear, exibido originalmente em 1º de setembro de 2025 e republicado em janeiro de 2026, Hannes Junginger-Gestrich explica como a Carbonfuture aborda essas questões. Fundada cinco anos antes do episódio, a Carbonfuture tornou-se o maior facilitador de remoção duradoura de carbono por volume, segundo o CDR.fyi. A plataforma digital da empresa integra dados ao longo do ciclo de vida da remoção de carbono, conectando métodos como biochar, intemperismo rochoso aprimorado e captura direta do ar a compradores corporativos que cumprem metas climáticas. Junginger-Gestrich compara o papel de sua equipe a zeladores de estádio: «Somos os zeladores do gramado em um estádio [que garantem] que os jogadores tenham um campo em forma e ninguém se machuque, e o público possa vir, pagar os ingressos e ter uma boa experiência.» Um foco chave é equilibrar confidencialidade com transparência na coleta de dados em cadeias industriais, de resíduos agrícolas a usuários finais. O CEO enfatiza compromisso inabalável com a ciência: «Nunca tivemos que abrir mão do rigor para permitir um projeto não tão bom em nossa plataforma por razões econômicas. Sempre nos inclinamos para o lado científico e rigoroso.» Essa abordagem apoiou parcerias com grandes compradores como a Microsoft para avançar técnicas de verificação. Apesar de preocupações com atrasos globais na redução de emissões, Junginger-Gestrich é otimista quanto à escalabilidade: «Acho que estaremos no caminho para as gigatoneladas até 2040 com certeza.» Ele defende pensamento em ecossistema em vez de integração vertical para reduzir custos e fomentar efeitos de rede. Essa infraestrutura de MRV pode se provar vital à medida que governos moldam políticas climáticas, potencialmente determinando o sucesso dos esforços de reversão. Mais detalhes estão disponíveis em carbonfuture.earth.