O Ministério do Trabalho da Colômbia ordenou a paralisação imediata e provisória de quatro áreas na fábrica da Alpina em Sopó, após uma inspeção de quase 24 horas que identificou riscos à vida dos trabalhadores e supostas práticas antissindicais. A empresa implementará correções e manterá as operações gerais com medidas preventivas. Será formada uma mesa tripartite para fortalecer o diálogo trabalhista.
Em 23 e 24 de fevereiro de 2026, o Ministério do Trabalho da Colômbia realizou uma inspeção de mais de 20 horas no complexo industrial da Alpina em Sopó, Cundinamarca. As autoridades identificaram falhas técnicas graves, como vazamentos em caldeiras de vapor, problemas em tanques contendo soda cáustica e ácido nítrico, e ambientes de alta temperatura que colocam em risco a saúde e a integridade dos trabalhadores, conforme relatou a vice-ministra de Relações Trabalhistas Sandra Muñoz. nnComo resultado, foi ordenada a paralisação provisória de quatro áreas específicas até o conclusão das investigações e a garantia dos direitos trabalhistas. Essa medida é preventiva e não afeta as operações gerais da fábrica, esclareceu a Alpina, que se comprometeu a implementar correções técnicas como parte de sua abordagem de melhoria contínua em segurança industrial. nnAlém disso, o Ministério impôs restrições contra qualquer retaliação a trabalhadores que colaboraram na inspeção ou buscam filiação sindical. A empresa reiterou seu respeito pela liberdade de associação e confirmou a criação de uma mesa tripartite envolvendo o Ministério, os trabalhadores e a empresa para promover o diálogo baseado em confiança e soluções técnicas. nnA Alpina, que emprega mais de 3.500 pessoas, opera sob padrões internacionais de segurança e saúde ocupacional e continuará colaborando com as autoridades para ambientes de trabalho seguros e sustentáveis.