Lien Estrada, colaboradora de mídia independente, recebeu uma oferta para coordenar grupos de mulheres no Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba (CENESEX). Embora interessada devido à sua formação feminista, hesita por causa da diretora Mariela Castro Espín. Sua mãe alerta para possível rejeição devido ao seu jornalismo.
Em uma entrada de diário publicada no Havana Times, Lien Estrada relata como uma amiga lhe ofereceu um cargo no CENESEX, o Centro Nacional de Educação Sexual de Cuba, liderado por Mariela Castro Espín, filha de Raúl Castro. A posição envolve coordenar grupos de mulheres, atraente para Estrada dada sua formação em treinamentos feministas e oficinas socio-teológicas no seminário. «Eu adoraria, mas a diretora nacional é Mariela Castro Espín, e só por isso um 'não' sai da minha boca mais rápido que um 'sim'», escreveu Estrada. Sua amiga a incentivou a ignorar isso e focar no trabalho do centro. Estrada discutiu com sua mãe, ex-professora de História e coordenadora da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), que questionou: «Primeiro, eles não vão te deixar entrar, porque a verificação de antecedentes mostrará que você escreve para veículos independentes. E isso sozinho é aterrorizante para eles.» Sua mãe sugeriu perguntar se permitiriam que Estrada continuasse escrevendo para publicações independentes. Estrada ligou para a amiga, mencionando seu jornalismo de base, mas a amiga disse que revisariam os temas publicados. Estrada recordou ter se afastado anteriormente da Cruz Vermelha em Cuba ao saber que está sob o Ministério do Interior (MININT). No final, ela não prosseguiu com a oferta, citando a politização sufocante no país. «Essa oferta de emprego, embora frustrada, acabou me deixando feliz», refletiu ela, esperançosa por um futuro pós-totalitário em que opiniões divergentes não representem ameaça.»}}},