Yoani Sanchez, diretora do 14ymedio, foi detida na quarta-feira na rua por agentes da Segurança de Estado para impedi-la de comparecer a uma receção na residência do chefe de missão dos EUA em Havana, Mike Hammer. O marido dela, Reinaldo Escobar, também foi interceptado e forçado a regressar a casa. O incidente coincide com o início das celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos.
Na quarta-feira, Yoani Sanchez, diretora do 14ymedio, foi seguida durante vários minutos por um agente de cerca de 25 anos, sem uniforme e com o rosto parcialmente coberto. Ela conseguiu comunicar-se com a redação em Madrid para explicar a situação. O agente chamou-a pelo nome, mas não se identificou quando ela perguntou, e chamou reforços pelo telefone, embora não pudesse indicar precisamente a localização, provavelmente porque era de outra província e não conhecia Havana. Na interseção da Avenida Ayestaran com a Primeira Rua, no município de Plaza de la Revolucion, o agente interceptou-a juntamente com outros três: um homem e duas mulheres. Os homens mostraram cartões de identificação com as iniciais DSE (Departamento de Segurança do Estado), mas as mulheres nunca se identificaram. Ordenaram-lhe que regressasse a pé a casa, com proibição de sair até ao dia seguinte, possivelmente devido à falta de gasolina, especulou Sanchez. Os agentes deixaram claro que a operação visava impedir Sanchez e Escobar de chegar à receção das 17h na residência de Hammer, no município de Playa, onde participava o convidado especial Rob Allison, coordenador dos assuntos cubanos no Departamento de Estado dos EUA. Um agente disse a outro: «Claro que ela ia para lá, para onde mais iria?». Isto ecoa detenções recentes, como na passada sexta-feira em Pinar del Rio, onde a Segurança de Estado reteve durante várias horas Dagoberto Valdes, diretor do Centro de Estudos Convivencia, e o colega Yoandy Izquierdo. Foram interrogados pelos majores Ernesto e Manuel, que reconheceram que as detenções foram motivadas pela recente visita de Valdes a Hammer.