A Assembleia Geral de Acionistas de 2026 da Ecopetrol, realizada no Corferias, aprovou uma distribuição de dividendos de $121 por ação para minoritários, conforme proposto pelo Ministério da Fazenda. O evento foi marcado por tensões em relação à permanência do presidente Ricardo Roa em meio a processos judiciais em curso. A empresa reportou lucros de $9 trilhões em 2025, o patamar mais baixo desde a pandemia.
A Ecopetrol iniciou sua Assembleia Geral de Acionistas de 2026 em 27 de março no Corferias, em Bogotá. O presidente Ricardo Roa apresentou os resultados de 2025: $9 trilhões em lucros, uma queda de 39,5% em relação ao ano anterior, e receitas operacionais de $119,6 trilhões, uma redução de 10,2% frente aos $133,3 trilhões de 2024.
A assembleia foi marcada por protestos. Roa iniciou sua apresentação sob vaias e assobios dos acionistas. "Somos uma empresa resiliente, capaz de nos adaptar a situações adversas", afirmou Roa, defendendo uma taxa de reposição de reservas de 121%, a mais alta em cinco anos, e uma vida útil de reservas de 7,8 anos.
Acionistas minoritários e a Unión Sindical de Trabajadores (USO), liderada por Martín Ravelo, exigiram a saída de Roa devido às imputações da Fiscalía e às acusações do Consejo Nacional Electoral. "Protocolamos um documento declarando ao Conselho a necessidade de tomar uma decisão substantiva sobre o futuro de Ricardo Roa", afirmou Ravelo.
Ángela María Robledo apoiou a decisão do Conselho de Administração: "Ativamos um protocolo para uma avaliação pertinente, objetiva e documentada (...) isso não prejudica o princípio constitucional da presunção de inocência."
Os acionistas votaram para alterar a pauta e considerar a renúncia de Roa, proposta por figuras como Luis Carlos Orejarena e Juan Pablo Hernández. Por fim, a proposta do ministro da Fazenda, Germán Ávila, foi aprovada: $121 por ação para minoritários (pagamento até 30 de abril) e $4 trilhões para o acionista majoritário em duas parcelas até 30 de junho, superando a oferta inicial da Ecopetrol de $110 por ação.