Ações da Ecopetrol sobem apesar da crise do presidente

As ações da Ecopetrol fecharam em US$ 2.685 na BVC, a maior alta desde outubro de 2023, e o ADR atingiu US$ 14,62, uma alta não vista desde junho de 2022. Isso ocorre em meio à crise sobre o indiciamento do presidente Ricardo Roa por suposto tráfico de influência. O sindicato USO exige seu afastamento e ameaça uma greve.

As ações da Ecopetrol registraram ganhos significativos apesar da incerteza sobre seu presidente, Ricardo Roa. As ações fecharam em US$ 2.685 na Bolsa de Valores da Colômbia (BVC), seu valor mais alto desde outubro de 2023, enquanto o ADR atingiu US$ 14,62, valor não visto desde junho de 2022. Os analistas atribuem essa recuperação principalmente aos preços internacionais do petróleo, que afetam diretamente os lucros da empresa petrolífera estatal colombiana. Felipe Campos, gerente de estratégia e investimentos da Alianza, explicou: "Aqui há um fator fundamental, que é o fato de o preço do petróleo ter uma enorme influência sobre os lucros da Ecopetrol." Ele acrescentou que um aumento sustentado de US$ 20 no preço médio do petróleo bruto poderia dobrar os lucros da empresa, comparando-a a seus pares regionais, como a Petrobras. Campos observou que fatores como política e governança corporativa são secundários em relação ao petróleo, embora o mercado já tenha descontado a deterioração nessas áreas. Juan Pablo Vieira, presidente da JP Tactical, afirmou que o aumento aumenta as receitas, os lucros e os recursos fiscais do Estado por meio de impostos, royalties e dividendos, além de fortalecer o peso colombiano e o índice Colcap. No entanto, Vieira criticou a situação de Roa, indiciado pelo Procurador-Geral da Colômbia no início de março de 2026 por suposto tráfico de influência na compra de um apartamento de luxo em Bogotá de um executivo do setor de petróleo. Vieira disse: "O presidente da empresa estatal deve deixar o cargo e permitir que a empresa prossiga sem ser manchada pelas acusações contra ele." Roa também enfrenta acusações de violar os limites de gastos na campanha presidencial de 2022 de Gustavo Petro, multado em mais de $5 bilhões de COP (US$ 1,4 milhão). A Unión Sindical Obrera (USO) exigiu que a diretoria afastasse Roa, argumentando que as investigações agravam os riscos para as operações e a estratégia da empresa. O presidente da USO, Martín Ravelo, disse à Blu Radio que, se Roa permanecer, o sindicato "mobilizará os trabalhadores" e considerará a possibilidade de uma greve. Em janeiro, o ex-líder da USO, César Loza, entrou para a diretoria.

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