O conselho da Ecopetrol se reunirá no dia 30 de março para decidir se Ricardo Roa permanecerá como CEO, em meio a investigações judiciais e pressões do sindicato USO e do presidente Gustavo Petro. Quatro dos nove membros apoiaram sua demissão na reunião de terça-feira, sem que uma decisão fosse alcançada. O sindicato dos trabalhadores do petróleo, USO, ameaça entrar em greve caso ele não seja destituído.
O conselho da Ecopetrol adiou sua decisão sobre o CEO Ricardo Roa para 30 de março, após a reunião de terça-feira, na qual quatro dos nove membros apoiaram sua demissão, segundo uma pessoa familiarizada com as discussões. Roa enfrenta investigações da promotoria colombiana sobre suposto tráfico de influência na compra de um apartamento de luxo em Bogotá e possíveis violações dos limites de gastos na campanha presidencial de Petro em 2022, a qual ele gerenciou. Roa negou qualquer irregularidade, e a Ecopetrol se recusou a comentar sobre a divisão interna ou a próxima reunião. O sindicato USO afirmou que as investigações “geram riscos” para as operações e a estratégia da empresa, alertando sobre um possível escrutínio da SEC dos EUA. Em um comunicado, o sindicato instou o conselho a agir eticamente para recuperar a confiança. Petro apoiou Roa na rede social X, afirmando que “não era o momento para mudanças na direção” e que a empresa deve “permanecer fiel ao seu plano até o último dia”. O conselho está avaliando os riscos com sua Diretoria de Compliance Corporativo e consultores externos da Colômbia e dos EUA, declarando que não foram recebidas notificações de autoridades ou violações regulatórias. As ações da Ecopetrol caíram 1,49% na BVC para US$ 2.645, com seu ADR em queda de quase 1% para US$ 14,42 em Nova York, apesar de uma alta de 44% no acumulado do ano devido aos preços do petróleo. Roa lidera a Ecopetrol desde abril de 2023, sucedendo Felipe Bayón.