A reunião do conselho da Indra na quarta-feira não resultou em mudanças na alta gestão, com Ángel Escribano permanecendo como presidente e José Vicente de los Mozos como CEO. A estatal SEPI, que detém uma participação de 28%, não pressionou por alterações devido à falta de apoio e às recentes quedas nas ações. Fundos como o T. Rowe Price aumentaram sua participação para acima de 5%, apoiando Escribano.
O conselho de administração da Indra reuniu-se na quarta-feira, 25 de março de 2026, em meio a tensões decorrentes do recente colapso da integração com a Escribano Mechanical & Engineering (EM&E), de propriedade da família Escribano. Fontes próximas à empresa confirmaram que nem Ángel Escribano nem José Vicente de los Mozos deixarão seus cargos, apesar das pressões do governo via SEPI para resolver um conflito de interesses no acordo descartado na última quinta-feira. A SEPI, detentora de 28% do capital e de três assentos no conselho, enviou um comunicado à CNMV na semana passada solicitando a renúncia de Escribano como presidente, mas recuou devido à falta de apoio entre os sete conselheiros independentes e a uma queda nas ações superior a 20-26% desde o início de março, quando os papéis atingiram 64,5 euros. Fontes citadas pela Europa Press e pelo Cinco Días observaram que a pauta omitiu a presidência ou a continuidade de De los Mozos, cujo contrato expira em junho; no entanto, foi aprovado um aumento de remuneração superior a 50% para acompanhar o crescimento da empresa. O fundo americano T. Rowe Price Associates notificou a CNMV sobre o aumento de sua participação para 5,009% — seu segundo maior nível desde 2017 —, apoiando Escribano, o que impulsionou as ações em 3%, para 47,74 euros, naquele dia. Essa trégua adia os objetivos do governo de criar um 'campeão nacional' em defesa, em meio a grandes contratos militares e alianças como o recente acordo com a Hanwha para artilharia, que gerou 500 empregos diretos e um investimento de 130 milhões de euros.