Na assembleia de acionistas da Empresas Copec, o presidente Roberto Angelini expressou apoio à megareforma econômica de José Antonio Kast e atualizou o projeto Sucuriú no Brasil para 60% de avanço. Ele destacou o crescimento econômico como essencial para o bem-estar e criticou os atrasos nas permissões no Chile. Angelini também abordou o impacto inicial dos recentes aumentos nos preços dos combustíveis.
Roberto Angelini, presidente do conselho da Empresas Copec, abriu a assembleia de acionistas nesta quarta-feira com um discurso sobre a situação econômica do Chile. 'O crescimento econômico não é um fim, mas um habilitador indispensável para levar bem-estar às pessoas', afirmou, alertando contra a normalização de baixos níveis de atividade e alto desemprego.
Pressionado por repórteres, Angelini endossou a megareforma de José Antonio Kast apresentada na semana passada. 'Estamos, é claro, alinhados com o que aquele projeto diz; esperamos que seja aprovado para o bem do país, das empresas, dos trabalhadores e da nação', disse.
Sobre o projeto Sucuriú da Arauco no Brasil, Angelini relatou 60% de avanço, à frente do cronograma e acima dos 50% anteriores. A iniciativa de US$ 4,6 bilhões está totalmente financiada, com conclusão da construção no quarto trimestre de 2027 e produção plena em 2028.
Ele anunciou US$ 4,443 bilhões em investimentos para 2026, incluindo US$ 1 bilhão no Chile, e criticou a lentidão na emissão de licenças locais em comparação ao Brasil. 'Não podemos continuar presos em um labirinto de aprovações regulatórias', disse.
Quanto ao aumento do preço dos combustíveis anunciado no final de março, Angelini observou uma queda inicial nas vendas que está se normalizando. 'A Copec é tomadora de preços', esclareceu, com o diretor-geral Eduardo Navarro acrescentando que ainda é cedo para conclusões definitivas.