Os irmãos Ángel e Javier Escribano venderam sua participação de 14,3% na Indra por meio de uma colocação acelerada, avaliada em mais de 1,3 bilhão de euros. O acordo, anunciado em 5 de maio de 2026, encerra três anos de participação acionária após um conflito com o Governo espanhol. Javier Escribano renunciou ao cargo de diretor da empresa.
Os irmãos Escribano, por meio de sua entidade Advanced Engineering & Manufacturing e EM&E, concluíram a venda de sua participação de 14,3% na Indra em 5 de maio de 2026. O negócio foi executado via colocação acelerada, uma grande transação no mercado de ações espanhol semelhante à venda de 7,5% do Bankia em 2014. A Indra subiu 4,81% naquele dia, fechando em 52,34 euros por ação, avaliando o pacote em cerca de 1,338 bilhão de euros segundo o Expansión, ou 1,320 bilhão segundo o elDiario.es.
A saída remove obstáculos para uma possível fusão entre a Indra e sua empresa familiar Escribano Mechanical & Engineering (EM&E). O CEO da Indra, José Vicente de los Mozos, afirmou na teleconferência de resultados trimestrais da semana passada: "A única coisa que posso fazer é esperar", em relação ao reinício das negociações. A SEPI, detentora de 28% do capital, e aliados como a Sapa (mais de 7%), controlam agora quase 35%, facilitando as votações dos acionistas.
A disputa surgiu em torno do estudo da Indra para adquirir a EM&E, citando um conflito de interesses. Ángel Escribano renunciou à presidência em 1º de abril de 2026, sendo substituído por Ángel Simón. Ambas as empresas compartilham contratos de defesa que somam quase 7,5 bilhões de euros, incluindo programas de artilharia e veículos. O Tenente-General José Antonio Gutiérrez Sevilla, da Direção-Geral de Armamento e Material, instou na terça-feira a um aumento da cooperação: "se organizem [...] e, acima de tudo, melhorem a cooperação, para que energias improdutivas não sejam perdidas em competições desnecessárias e até mesmo rancores desnecessários."