A CNMC da Espanha anunciou na sexta-feira 35 novos processos sancionadores em meio à investigação sobre o apagão de 28 de abril de 2025, embora estes se refiram a dias ou períodos diferentes. A Iberdrola enfrenta 18, a Endesa 13 e a usina nuclear de Almaraz, uma infração muito grave. O regulador afirma que esses fatos não atribuem a causa do apagão, que foi multifatorial.
A CNMC elevou o total para 55 processos sancionadores após o primeiro lote de 20 anunciado em 17 de abril, que incluiu um caso muito grave contra a Red Eléctrica (REE) e outros visando instalações da Iberdrola, Endesa, Naturgy e Repsol.
Os novos processos atingem principalmente a Iberdrola, com 18, a Endesa, com 13 — incluindo as usinas nucleares de Ascó e Vandellós — e um para cada uma das empresas Engie, TotalEnergies e Contour Global La Rioja. Um destaque é a infração muito grave contra a Centrales Nucleares Almaraz-Trillo, gerida pela Iberdrola, Endesa e Naturgy, por suposta "redução de produção ou fornecimento sem autorização" nos termos do artigo 64.37 da Lei do Setor Elétrico.
A maioria dos novos casos envolve infrações graves por falhas nos controles de tensão sem risco de abastecimento, semelhantes aos da semana passada. A CNMC especifica que essas práticas, descobertas na investigação, ocorreram em "dias ou períodos diferentes de 28 de abril de 2025" e não determinam a causa do apagão.
O CEO da Endesa, José Bogas, disse ao Congresso na segunda-feira que muitas investigações datam de dois anos antes do incidente e que ele previa mais processos. Fontes do setor classificam as aberturas como "forçadas e apressadas", sugerindo que muitas podem ser arquivadas.