A Superintendencia de Servicios Públicos Domiciliarios multou a Enel Colômbia em 2,847 bilhões de pesos por apresentar ofertas de preços elevados no Mercado de Energia Atacadista que não refletiam seus custos variáveis. Esta ação excluiu a usina de Betania do despacho econômico e causou um aumento artificial nos preços. O presidente Gustavo Petro vinculou a questão à inflação de março e exigiu que a Enel reembolse a sobretaxa aos usuários.
A Superintendencia de Servicios Públicos, chefiada por Felipe Durán Carrón, concluiu que a Enel Colômbia violou as regras do Mercado de Energia Atacadista ao oferecer preços elevados, sem relação com os custos variáveis de sua usina hidrelétrica de Betania. Apesar de o reservatório operar próximo à capacidade total, essas ofertas impediram seu despacho econômico, exigindo que usinas térmicas mais caras atendessem à demanda. A ação criou um aumento artificial nos preços da bolsa de energia ao deslocar Betania por geradores de custo mais alto, violando o princípio do serviço de menor custo. O órgão fiscalizador destacou que a multa garante que os preços reflitam a real escassez ou abundância de recursos, sem restringir a autonomia das empresas. Estamos fortalecendo nossas funções de inspeção, vigilância e controle sobre os prestadores de serviço para garantir que nenhum custo ineficiente seja repassado aos usuários, afirmou Durán Carrón. O presidente Gustavo Petro reagiu atribuindo a essas distorções uma alta de 9% nos custos de geração de eletricidade de fevereiro para março — e a inflação de março. Ele instou a Enel a reembolsar a sobretaxa nas próximas faturas dos usuários e criticou as transações não anônimas na bolsa, que permitem que empresas proprietárias de geração e distribuição inflem os preços de forma monopolista.