O gerente-geral da Enel Chile, Gianluca Palumbo, declarou que a empresa espera receber cerca de US$ 65 milhões de um total de US$ 900 milhões em dívidas que os consumidores têm com as distribuidoras de eletricidade. A dívida refere-se ao Valor Agregado de Distribución (VAD) para o período 2020-2024. Palumbo manifestou confiança em uma resolução rápida, à medida que o Ministério de Energia considera opções como a securitização de dívidas.
Gianluca Palumbo, gerente-geral da Enel Chile, apresentou esses números durante a teleconferência da empresa na quarta-feira, fornecendo aos acionistas um contexto sobre questões importantes do negócio de distribuição de energia elétrica.
"O valor a receber é de cerca de US$ 65 milhões, enquanto no nível do setor de distribuição o montante total envolvido é de aproximadamente US$ 900 milhões", afirmou Palumbo. Ele acrescentou que "continuam confiando que o processo avançará para uma resolução rápida, considerando sua relevância para o setor".
A dívida decorre do processo de definição tarifária do VAD para 2020-2024. A Superintendencia de Electricidad y Combustibles (SEC) definiu inicialmente a cobrança a partir de abril, adiada para 1º de julho, uma vez que o governo busca evitar aumentos nas contas. O planejamento atual prevê a cobrança para julho de 2026, com o Ministério de Energia revisando alternativas como a securitização de dívidas.
Um mecanismo discutido utiliza a redução na conta esperada a partir de 1º de janeiro de 2028, devido aos menores encargos MPC, criados em 2022 pela Ley 21.472 para quitar uma dívida de US$ 6 bilhões com geradores.
Palumbo destacou o progresso na reforma da distribuição, observando um "compromisso construtivo" e um consenso crescente para modernizar a estrutura, fundamental para a eletrificação e investimentos de longo prazo.