A Tesouraria Geral da República (TGR) do Chile anunciou nesta segunda-feira o início da cobrança de dívidas vencidas do Crédito com Aval do Estado (CAE), afetando mais de 550.000 pessoas. O plano segmenta as ações de acordo com a renda mensal, com medidas judiciais para aqueles que ganham mais de 5 milhões de pesos e planos de pagamento para os demais. A ministra da Educação, María Paz Arzola, apoiou o esforço para recuperar recursos públicos.
A Tesouraria Geral (TGR) do Chile começou a cobrar na segunda-feira as dívidas do CAE, um empréstimo com aval do Estado que a Tesouraria assume dos bancos quando os mutuários não pagam. Mais de 550.000 pessoas possuem dívidas vencidas, segundo a TGR. O órgão delineou uma abordagem segmentada por nível de renda, com base nas declarações de impostos de 2025. Para os devedores com renda bruta mensal superior a 5 milhões de pesos, a TGR buscará ações judiciais diretas, sem planos de pagamento. Isso inclui o bloqueio de contas bancárias, salários ou outros ativos conforme as disposições legais. "Estas ações fazem parte do processo de recuperação de recursos fiscais", declarou a Tesouraria. Aqueles que ganham menos de 5 milhões de pesos podem regularizar a situação por meio de planos de pagamento no site tgr.cl/cae, utilizando a Clave Única ou o RUT. As opções cobrem desempregados, aqueles sem renda declarada ou que vivem no exterior, com processamento remoto disponível. A ministra da Educação, María Paz Arzola, enfatizou: "Não pouparemos esforços para obter o retorno dos recursos". Ela acrescentou: "Faz parte do nosso compromisso... recuperar recursos para ajudar pessoas que precisarão de apoio financeiro estatal no futuro". Para quem tem rendas menores, ela destacou benefícios como a suspensão ou redução de parcelas caso estas excedam 10% da renda.