O Governo Nacional apresentou um recurso perante o Conselho de Estado para reverter a suspensão provisória de uma transferência de 25 trilhões de pesos de fundos privados para a Colpensiones. A medida cautelar foi emitida em 28 de abril contra o Decreto 415 de 2026. Os ministérios defendem a legalidade do decreto no âmbito da reforma da previdência.
O Governo, por meio dos Ministérios do Trabalho e da Fazenda, juntamente com a Agência Nacional de Defesa Jurídica do Estado, apresentou o recurso em 5 de maio. Eles buscam anular a medida cautelar que suspendeu parcialmente o Capítulo 5 do Decreto 415 de 2026, que ordena a transferência imediata de poupanças de afiliados que mudaram de regime, mas que ainda não cumprem os requisitos de idade e tempo de contribuição para a aposentadoria.
A suspensão seguiu-se a 13 ações judiciais, incluindo uma ação de tutela e outra apoiada pela Asofondos e por fundos como Skandia, Porvenir, Protección e Colfondos. Os demandantes argumentam que esses recursos de aproximadamente 20 trilhões de pesos deveriam permanecer nas AFPs gerando rendimentos até que o direito à aposentadoria seja consolidado. "Há uma população que está contribuindo, que ainda não cumpre os critérios previdenciários daqueles que se transferiram, e esses recursos correspondem a 20 trilhões de pesos", disse Andrés Velasco, presidente da Asofondos.
O Capítulo 6 do decreto, que regula a transferência de capital daqueles que já consolidaram sua aposentadoria — 5 trilhões de pesos para 20.000 pessoas —, tem maiores chances de ser mantido, pois garante o pagamento dos benefícios. O decreto exigia a entrega de 50% do capital em 20 dias e o restante nos 10 dias seguintes. As ações judiciais alegam excesso de poder regulamentar, risco financeiro e abuso de poder para garantir liquidez antes de uma decisão do Tribunal Constitucional sobre a Lei 2381 de 2024.