O Conselho de Estado da Colômbia suspendeu provisoriamente o Capítulo 5 do Decreto 415 de 2026, interrompendo a transferência antecipada de economias previdenciárias privadas para a Colpensiones para afiliados ainda não elegíveis à aposentadoria. A Segunda Seção decidiu que a medida pode violar a Lei 2381 de 2024 em meio a prazos curtos, reduzindo as transferências esperadas de 25 trilhões para cerca de 5 trilhões de pesos. O presidente Gustavo Petro criticou a decisão nas redes sociais, acusando grupos empresariais de roubo.
A Segunda Seção do Conselho de Estado emitiu a suspensão provisória urgente em 29 de abril, visando a disposição do decreto para transferências imediatas: 50% dos recursos em 20 dias e os 50% restantes nos 10 dias seguintes. O Decreto 415 visava mover economias de fundos privados (AFP) para a Colpensiones para trabalhadores que mudaram de regime sob a Lei 2381 de 2024, mas que não cumprem os requisitos de idade ou contribuição para aposentadoria (Capítulo 5). O Capítulo 6, que cobre aqueles que já possuem direitos previdenciários adquiridos, pode permanecer intacto.
A Lei 2381 permitiu excepcionalmente a mudança para o regime público (Colpensiones), mas exigiu que as economias permanecessem nos fundos privados até a elegibilidade da pensão. O tribunal argumentou que o decreto altera isso ao mudar o cronograma de transferência, observando que o presidente pode regulamentar leis para aplicabilidade, mas não modificar seu conteúdo ou sobrepor-se ao Congresso. Uma análise de mérito completa determinará a anulação permanente.
A decisão corta as transferências de um valor estimado de 25 trilhões de pesos (incluindo 20 trilhões de afiliados não elegíveis) para cerca de 5 trilhões de pesos (principalmente cerca de 20.000 pensionistas com direitos adquiridos). O presidente da Asofondos, Andrés Velasco, destacou a divisão: '20 trilhões de pesos' em risco devido ao excesso regulatório e instabilidade financeira, exigindo a suspensão de todo o decreto.
O presidente Petro reagiu no X: “O Conselho de Estado está bloqueando a transferência de economias solicitada pelos trabalhadores poupadores. Permite que os banqueiros roubem as economias dos trabalhadores.” Em outra publicação: "Oiga cómo que tendrán que girar $5 billones? Si no devuelven el dinero, son ladrones. Están esperando que el pueblo colombiano pague los $5 billones de las personas que se pensionaron en Colpensiones y que habían ahorrado esos dineros en los fondos de los banqueros." Ele culpou o grupo Aval (Luis Carlos Sarmiento) e o grupo Bancolombia pelo que chamou de 'verdadeiro ato de roubo'.