O Conselho de Estado suspendeu provisoriamente o Decreto 415 de 2026, que autorizava a transferência de recursos de fundos privados para a Colpensiones. A medida afeta 120.000 afiliados e congela totalmente a transferência de quase 25 trilhões de pesos.
O tribunal superior adotou a decisão em duas etapas. Em 28 de abril, suspendeu a transferência de 20 trilhões de pesos correspondentes a afiliados que ainda não haviam consolidado seus direitos previdenciários. Ontem, estendeu a suspensão aos 5 trilhões de pesos restantes, que deveriam ser transferidos na quinta-feira e pertenciam a pessoas com pensões já reconhecidas.
O presidente Gustavo Petro criticou a medida e afirmou que "o Conselho de Estado acaba com o direito à aposentadoria". O ministro do Trabalho, Antonio Sanguino, disse que existem razões "extralegais" e acusou o tribunal de interferir nas competências do Tribunal Constitucional.
Em contraste, o presidente da Asofondos, Andrés Velasco, saudou a decisão por proteger as economias previdenciárias. A candidata presidencial Paloma Valencia disse que a Colpensiones possui recursos suficientes para pagar as pensões atuais sem as transferências.