Presidente da Colpensiones defende transferência de $25 trilhões das AFP

Jaime Dussán, presidente da Colpensiones, defendeu o decreto que ordena a transferência de quase $25 trilhões em poupanças das AFP para a entidade pública, descartando preocupações sobre liquidez e rentabilidade. A medida afeta 119.632 afiliados que mudaram de regime, enquanto o setor financeiro alerta para riscos às economias. O Decreto 0415 de 20 de abril regula essas transferências em meio à revisão judicial da reforma da previdência.

O governo colombiano emitiu o Decreto 0415 de 20 de abril de 2026, exigindo que as Administradoras de Fondos de Pensiones (AFP) transfiram quase $25 trilhões em economias de 119.632 afiliados que mudaram para o regime de prima media da Colpensiones até 5 de fevereiro. Destes, 22.472 já estão recebendo pensões. As AFP devem entregar 50% dos recursos dentro de 20 dias e o restante em mais 10 dias, em dinheiro ou ativos autorizados, como títulos de dívida supervisionados pela Superintendencia Financiera.

Jaime Dussán, presidente da Colpensiones, afirmou que a entidade está preparada para gerir esses fundos, uma vez que já administra mais de $80 trilhões. 'Não há riscos de liquidez ou rentabilidade', disse ele, observando que $14 trilhões foram transferidos em 2025 sem problemas. Dussán contestou as críticas do setor privado e defendeu os pagamentos via títulos como CDT, argumentando que os recursos pertencem aos afiliados da Colpensiones.

O setor financeiro manifestou preocupações. José Ignacio López, presidente da Anif, observou que os TES não são imediatamente líquidos para pagamentos de pensões. As AFP destacam o retorno real anual médio de 8,5% de suas carteiras ao longo de 15 anos, contrastando com o modelo de solidariedade da Colpensiones. A Asofondos está considerando medidas legais contra o decreto.

A medida regulamenta o artigo 76 da Lei 2381 de 2024, que permanece em vigor apesar da revisão da reforma da previdência pelo Tribunal Constitucional. Dussán atribuiu as críticas, como as de Andrés Velasco no Congresso da Asofondos, a visões divergentes sobre o governo.

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