Andeg e Fenalcarbón destacam o papel das usinas térmicas diante de um possível El Niño

As associações comerciais Andeg e Fenalcarbón enfatizaram a necessidade de contratos de longo prazo e de usinas térmicas a carvão como suporte para a rede elétrica da Colômbia, com o El Niño sendo provável no segundo semestre de 2026. Alejandro Castañeda, presidente da Andeg, e Carlos Cante, da Fenalcarbón, alertaram para déficits energéticos crescentes e vulnerabilidades climáticas.

A Andeg e a Fenalcarbón pediram o reconhecimento do papel complementar da geração térmica a carvão na matriz energética da Colômbia. Enfrentando pressões climáticas, escassez de gás natural e problemas financeiros do setor, os grupos destacaram sua confiabilidade durante períodos de baixa disponibilidade hídrica causados pelo El Niño.

Alejandro Castañeda declarou: "No médio prazo, estamos no limite entre a oferta de energia firme e a demanda, mas o déficit aumentará. Para o próximo ano, falamos em 3%, depois 4%, chegando a 6% em 2028. Para deixar claro, na última década nossa margem era de 7% acima."

Durante o El Niño de 2023-2024, as usinas térmicas a carvão forneceram até 18% da geração diária, com 1.653 MW de capacidade instalada—o suficiente para Antioquia—e até 18.000 toneladas de carvão consumidas diariamente.

A mineração de carvão gera mais de 80% dos royalties de mineração do país. Carlos Cante alertou: "Se a lei de financiamento for retomada, ela trará uma sobretaxa de 15% sobre o carvão e 1% de imposto sobre as primeiras vendas. Enfrentaríamos aumentos de preços [...] ou risco de escassez."

Artigos relacionados

Dramatic illustration of power lines blocked at Colombia-Ecuador border due to export suspension over tariffs.
Imagem gerada por IA

Colômbia suspende exportações de eletricidade ao Equador por tarifas

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O Ministério de Minas e Energia da Colômbia publicou a Resolução 40064 em 22 de janeiro de 2026, suspendendo transações internacionais de eletricidade com o Equador em resposta às tarifas de 30% do presidente Daniel Noboa. A medida entra em vigor às 18h desse dia e prioriza o fornecimento nacional. O Equador afirma ter capacidade suficiente para atender à sua demanda energética sem importações.

Especialistas em energia alertam que a Colômbia enfrenta um risco real de desequilíbrio elétrico devido ao aumento do consumo e atrasos em projetos de geração. O sistema mostra sinais de alerta após 30 anos sem apagões. Diversificar fontes e melhorar a transmissão são instados para evitar racionamento em 2026 e 2027.

Reportado por IA

A Associação Nacional de Empresas de Serviços Públicos e Comunicações (Andesco) e o Centro Regional de Estudos Energéticos (Cree) divulgaram um estudo que revela uma probabilidade de 39 % de déficit no fornecimento de gás natural na Colômbia até 2026. O relatório destaca um cenário de demanda térmica média que pode subir para 58 % em 2027, com volumes médios de 117 Gbtud e 129 Gbtud, respectivamente. Ambas as organizações alertam para a ausência de um quadro regulatório claro que representa riscos para o setor energético.

O presidente Gustavo Petro atribuiu o aumento de 171,3% nas vendas de veículos elétricos no primeiro trimestre de 2026 à sua política de tarifas para veículos a gasolina. Em uma publicação no X, ele celebrou o resultado como um avanço na descarbonização e um alívio para a mortalidade relacionada à poluição do ar em cidades como Bogotá e Medellín.

Reportado por IA

O governo colombiano emitiu o decreto legislativo 0044 em 21 de janeiro de 2026 para garantir a continuidade dos serviços de eletricidade em meio a uma crise iminente. As medidas excepcionais visam fortalecer a liquidez do setor sem impactar usuários ou tarifas. O ministro de Minas e Energia, Edwin Palma, destacou o objetivo de prevenir blecautes generalizados em áreas vulneráveis como o Caribe.

A Codelco anunciou o fechamento de um financiamento climático de US$600 milhões fornecido pelo HSBC e Banco Santander, garantido pela MIGA do Banco Mundial, para descarbonizar completamente sua matriz energética até 2030. Este acordo soma-se a um financiamento similar de US$532 milhões garantido em 2024. Os fundos apoiarão a renovação de contratos de fornecimento de eletricidade com fontes renováveis.

Reportado por IA

A diretora da Comissão Federal de Eletricidade (CFE), Emilia Esther Calleja Alor, compareceu perante a Comissão de Energia da Câmara dos Deputados para detalhar as conquistas da empresa em 2025, como parte do Primeiro Relatório de Governo de Claudia Sheinbaum. Ela destacou subsídios para tarifas familiares, redução de interrupções elétricas e expansões de infraestrutura. A apresentação enfatizou a soberania energética e parcerias com o setor privado.

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar