Ángel Escribano renunciou nesta quarta-feira aos cargos de presidente executivo e membro do conselho da Indra, citando pressões do governo e desgaste pessoal. A SEPI, maior acionista com 28% do capital, propôs Ángel Simón como substituto. O conselho iniciou o processo de sucessão liderado por Virginia Arce.
O conselho de administração da Indra realizou uma reunião extraordinária nesta quarta-feira e aceitou a renúncia de Ángel Escribano aos cargos de presidente executivo e conselheiro, conforme comunicado à CNMV. Escribano, nomeado em janeiro de 2025 pela SEPI, afirmou em uma carta que "os acontecimentos das últimas semanas criaram uma situação que, além do desgaste pessoal, ameaça comprometer os objetivos" da empresa.
Na carta, Escribano observou: "Não posso permitir que a minha continuidade interfira na estabilidade da empresa, nos seus profissionais e na confiança dos investidores". O conselho agradeceu a ele por sua "valiosa contribuição e liderança" durante seu mandato de um ano e meio, sucedendo Marc Murtra.
A SEPI propôs na mesma reunião Ángel Simón, ex-CEO da CriteriaCaixa com experiência em empresas como Agbar e Veolia, como o novo presidente. A coordenadora independente Virginia Arce liderará a busca em conjunto com o comitê de nomeações.
A renúncia ocorre após tensões com o governo sobre um conflito de interesses envolvendo a EM&E, empresa da família de Escribano que detém 14,3% da Indra, que recentemente retirou sua proposta de fusão para formar um campeão nacional de defesa. As ações da Indra fecharam em alta de 3,13%, cotadas a 48,72 euros.