Os acionistas da Petrobras elegeram nesta quinta-feira (16) um novo conselho de administração, presidido por Guilherme Mello, secretário-executivo do Ministério do Planejamento e Orçamento. Eles também aprovaram a distribuição de R$ 8,1 bilhões em dividendos referentes ao lucro de 2025.
Os acionistas da Petrobras reuniram-se em assembleia nesta quinta-feira (16) para eleger o novo conselho de administração, com mandato até abril de 2028, condicionado à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Guilherme Mello, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, assumirá a presidência, substituindo Bruno Moretti, que deixou o cargo em março para se tornar ministro do Planejamento. Interinamente, Marcelo Weick Pogliese ocupava a vaga.
O conselho inclui Magda Chambriard, presidente da companhia, Renato Galuppo, José Fernando Coura e Fábio Henrique Bites Terra, sendo os três primeiros remanescentes da gestão anterior. O governo renovou metade de seus nomeados e manteve seis das 11 vagas, padrão desde 2021. O banqueiro José João Abdalla Filho, maior acionista individual, garantiu duas cadeiras para si e Marcelo Gasparino. Acionistas minoritários elegeram Rachel Maia e Francisco Petros, enquanto os empregados reelegeram Rosângela Buzanelli.
Na mesma assembleia, os acionistas aprovaram os resultados de 2025, com lucro de R$ 110 bilhões, e confirmaram os dividendos de R$ 8,1 bilhões anunciados em março. O pagamento ocorrerá em duas parcelas, em maio e junho, elevando o total distribuído pelo ano a R$ 45,2 bilhões. O grupo de controle, formado pelo governo federal e BNDES, receberá R$ 17,6 bilhões.
Além disso, foi aprovada a remuneração dos administradores, com reajuste de 4,26% nos salários da diretoria, atingindo média de cerca de R$ 150 mil mensais por diretor, incluindo 13º salário. Mello renunciará ao conselho da PPSA para assumir o novo cargo.