As ações da Ecopetrol caíram 4,96%, para 2.680 pesos, na Bolsa de Valores da Colômbia em 24 de março, enquanto o conselho debate o futuro de Ricardo Roa como presidente após sua acusação por suposto tráfico de influência. O sindicato USO ameaçou uma greve nacional caso ele não seja removido. Analistas criticam o momento, mesmo com os preços do petróleo em alta.
As ações da Ecopetrol atingiram 2.600 pesos e fecharam em queda de 4,96%, a 2.680 pesos, pouco mais de três horas antes do encerramento da Bolsa de Valores da Colômbia em 24 de março de 2026. A queda persiste apesar da alta nos preços do petróleo Brent devido ao conflito no Oriente Médio, ligada à incerteza sobre a permanência de Ricardo Roa como presidente da estatal de petróleo. Roa foi denunciado pelos promotores há uma semana por suposto tráfico de influência na compra de um apartamento de luxo em um bairro exclusivo de Bogotá, além de supostas violações no financiamento da campanha presidencial de Gustavo Petro em 2022, conforme relatado pelo La República. O sindicato USO enviou uma carta ao conselho exigindo a remoção imediata de Roa Barragán, ameaçando uma greve nacional caso contrário, para proteger os ativos da Colômbia. 'Solicitamos imediatamente que [...] Ricardo Roa Barragán seja removido de seu cargo', diz o comunicado. O USO observa que a reputação da Ecopetrol caiu 15 posições no ranking Merco (de 2º em 2023 para 17º em 2025), arriscando a perda do valor das ações e a desconfiança dos investidores. Fontes confirmaram que seis membros do conselho — Hildebrando Vélez, Alberto Merlano, Ángela Robledo, Lilia Tatiana Roa, Juan Gonzalo Castaño e Carolina Arias — reuniram-se naquela manhã e são favoráveis à ratificação de Roa. O analista Juan Pablo Vieira classificou a situação como prejudicial: 'O mundo está oferecendo uma oportunidade de ouro, mas sua própria liderança está manchando-a'. Vieira defendeu a saída de Roa para restaurar a confiança.