A Autoridade Reguladora de Energia e Petróleo (EPRA) descobriu vários casos de venda de combustível adulterado e desvio de diesel destinado à exportação para o mercado local. A autoridade emitiu um aviso público alertando para ações severas contra infratores em vários condados quenianos. Essas violações ocorreram entre 1 de outubro e 29 de dezembro de 2025.
De 1º de outubro a 29 de dezembro de 2025, a EPRA identificou violações em condados incluindo Nakuru, Kakamega, Makueni, Mombasa e Marsabit. Postos de combustível e caminhões foram flagrados vendendo diesel misturado com querosene doméstico, diesel com alto teor de enxofre ou combustível destinado exclusivamente à exportação.
Em Nakuru, um posto de gasolina popular foi pego vendendo diesel adulterado com querosene, mas foi autorizado a reabrir após atualizar seu produto e pagar 140.144 Ksh em impostos e multas. Em Kakamega, outro posto de abastecimento foi fechado por oferecer diesel adulterado. Em Makueni, um posto de gasolina enfrentou multa de 132.780 Ksh após vender diesel de exportação para compradores locais.
Vários caminhões transportando combustível adulterado ou destinado à exportação foram apreendidos, com processos judiciais em andamento no tribunal. Em Marsabit, casos de diesel com alto teor de enxofre armazenado em galões, supostamente contrabandeado, foram apreendidos no Pátio KRA em Moyale, e ações legais continuam.
“A Autoridade mantém um número de hotline, 0709 366 000, operacional durante o horário normal de trabalho para aprimorar as atividades de fiscalização e conformidade. Exortamos os membros do público a relatar casos presumidos de adulteração de combustível de petróleo ou descarte de exportação por meio da hotline, bem como via nosso código USSD (*363#) e serviço SMS (40850). Uma lista completa de todos os locais encontrados com produtos adulterados também está disponível em nosso site”, afirmou a EPRA.
Especialistas alertam que combustível adulterado pode danificar gravemente os motores de veículos, afetando injetores de combustível, pistões e conversores catalíticos, levando a reparos caros, desempenho reduzido e falha potencial do motor em veículos privados e comerciais. Além dos danos mecânicos, compromete a segurança pública ao aumentar riscos de incêndio e incidentes de emergência por combustão inconsistente. Também contribui para a poluição ambiental por emissões mais altas de gases nocivos. Além disso, a prática causa perdas substanciais de receita governamental, pois impostos e taxas sobre produtos de petróleo legítimos são evitados, enfraquecendo a aplicação regulatória e a confiança pública no setor de combustíveis.