O índice TomTom de 2025 coloca Bogotá, Medellín, Cali e Barranquilla entre as 20 cidades mais congestionadas do mundo, com Bogotá em sétimo lugar. A capital colombiana tem velocidade média de 18,9 km/h e 117 horas perdidas por ano no trânsito. Essa tendência representa um aumento de 25 % na congestão global em relação a 2024.
O índice anual TomTom Traffic Index, produzido pela empresa holandesa TomTom, fundada em 1991 e especializada em navegação GPS e mapeamento digital, analisou dados de 492 cidades com base em 3,65 trilhões de quilômetros percorridos pelos usuários. Em 2025, a congestão veicular global subiu para 25 %, cinco pontos percentuais acima dos 20 % de 2024. Bogotá ocupa o sétimo lugar nos piores índices de congestionamento. Os dados mostram velocidade média de 18,9 km/h, 117 horas perdidas por ano no trânsito e apenas 4,7 quilômetros percorridos em 15 minutos no horário de pico. José Stalin Rojas, diretor do Observatório de Logística e Mobilidade da Universidad Nacional, atribui isso principalmente a cerca de 1.200 obras simultâneas na cidade, incluindo o Metrô de Bogotá e a linha troncal do TransMilenio na Avenida 68. «A congestão afeta a qualidade de vida. Das 24 horas do dia, oito são para dormir, mais oito para trabalhar ou estudar, e o resto para assuntos pessoais ou familiares. A congestão obriga as pessoas a acordarem muito cedo, sem poder levar os filhos à escola por conta própria, por exemplo, para chegar no horário», explicou Rojas. Medellín está em 11º lugar, com velocidade média de 20,7 km/h, 153 horas perdidas por ano e 4,4 quilômetros em 15 minutos de pico. A cidade avança em projetos como o metrô ao longo da Rota 80 para reduzir a dependência de veículos particulares. Cali perde 138 horas por ano em engarrafamentos, a 20,6 km/h, enquanto o projeto de trem metropolitano está parado devido à falta de aprovação de verbas futuras por causa da Lei de Garantias Eleitorais. Barranquilla registra 16,4 km/h, 126 horas perdidas e 5,2 quilômetros em 15 minutos. Ralf-Peter Schäfer, vice-presidente de Informações de Tráfego e Viagens da TomTom, afirmou: «À medida que as cidades crescem e se adaptam, devemos enfrentar os múltiplos desafios que impulsionam o aumento da congestão veicular. Essa tendência demanda medidas urgentes para um planejamento de mobilidade mais inteligente, investimentos em transporte público e compartilhado, melhores tecnologias de gestão de tráfego e políticas coordenadas.»