O projeto freedesktop encerrou uma proposta de interface de verificação de idade para desktops Linux após forte reação negativa da comunidade. A iniciativa visava ajudar aplicações a cumprirem novas leis estaduais dos EUA sobre verificações de idade online. Críticos levantaram preocupações sobre privacidade e a adequação de tais recursos em padrões centrais de desktop.
A proposta surgiu no meio de discussões sobre legislação recente dos EUA, incluindo a AB-1043 da Califórnia e a SB26-051 do Colorado, que impõem requisitos mais rigorosos de verificação de idade para certos serviços online. Essas leis levantaram questões sobre as adaptações necessárias em sistemas Linux. Para abordar isso, uma solicitação de merge foi enviada para as especificações XDG mantidas por freedesktop.org. Ela sugeria a introdução de uma nova interface D-Bus chamada org.freedesktop.AgeVerification. Essa interface permitiria que aplicações consultassem o sistema operacional sobre a faixa etária do usuário, fornecendo categorias como Desconhecido, Menos de 13, 13–15, 16–17 e 18+, sem revelar datas de nascimento exatas. O sistema planejava armazenar o ano de nascimento do usuário localmente no diretório de configuração de usuário do AccountsService em /var/lib/AccountsService/users/. As aplicações acessariam apenas a faixa etária derivada por meio de métodos como GetAgeBracket, visando manter os dados subjacentes privados. Apesar dessas intenções, a proposta enfrentou críticas rápidas de desenvolvedores e membros da comunidade. Preocupações principais incluíam riscos potenciais à privacidade, a integração de políticas específicas de jurisdições em infraestrutura de desktop e a adequação de incluir tal funcionalidade no namespace principal do freedesktop. Alguns argumentaram que associar um padrão fundamental de desktop a regulamentações politicamente sensíveis poderia prejudicar a reputação do projeto. Em resposta, o autor da solicitação de merge a fechou, afirmando que qualquer desenvolvimento futuro ocorreria dentro da infraestrutura de portais, como a usada pelo Flatpak. Até o momento, não há planos definitivos delineados sobre como as comunidades Linux e de código aberto lidarão com esses desafios regulatórios.