O GrapheneOS, um sistema operacional baseado em Android focado em privacidade, declarou que não cumprirá os requisitos de verificação de idade, mesmo que isso signifique perder o acesso ao mercado em certas regiões. A equipe enfatizou que seu sistema operacional e seus serviços continuarão disponíveis em todo o mundo sem a necessidade de informações pessoais ou contas. Esse posicionamento ocorre em meio à expansão de leis globais que visam sistemas operacionais.
Em uma publicação no X no dia 25 de março de 2026, a equipe do GrapheneOS declarou que se recusaria a implementar a verificação de idade na configuração inicial, independentemente das exigências legais. 'Não haverá conformidade, independentemente de onde venha a exigência', afirmou a publicação, segundo relatos. O projeto prioriza manter seu sistema operacional e seus serviços disponíveis globalmente sem coletar informações pessoais, identificação ou exigir contas. Se isso resultar na impossibilidade de vender dispositivos em algumas áreas, a equipe aceita esse resultado. O GrapheneOS é um sistema operacional móvel de código aberto baseado no Android Open Source Project, desenvolvido pela GrapheneOS Foundation, uma organização sem fins lucrativos canadense. As leis de verificação de idade estão visando cada vez mais os sistemas operacionais. O ECA Digital do Brasil entrou em vigor em 17 de março, impondo multas de até R$ 50 milhões por violação. O Digital Age Assurance Act da Califórnia está previsto para 1º de janeiro de 2027, obrigando os provedores de sistemas operacionais a coletar a idade do usuário na configuração inicial e compartilhá-la com desenvolvedores por meio de uma API em tempo real. O Colorado tem um projeto de lei semelhante planejado para janeiro de 2028, enquanto o Reino Unido, a Austrália e Singapura buscam medidas comparáveis. No início deste mês, no MWC 2026, a Motorola e a GrapheneOS Foundation anunciaram uma parceria para um smartphone Motorola com o GrapheneOS pré-instalado, esperado para 2027. Isso levanta questões para a Motorola, uma fabricante global, em regiões com mandatos. Uma solução possível: a Motorola vender o dispositivo apenas em mercados sem essas obrigações, preservando a política de não exigir conta do GrapheneOS enquanto mantém suas operações em outros lugares.