Galípolo defende cautela na política de juros em meio à guerra no Irã

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, defendeu nesta segunda-feira (6) cautela na condução da política de juros no Brasil, em meio às incertezas globais da guerra no Irã. Em seminário no Rio de Janeiro, ele destacou passos mais seguros para lidar com pressões inflacionárias. O ex-presidente Arminio Fraga criticou a falta de apoio da política fiscal do governo.

Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, abriu um seminário sobre política monetária promovido pelo FGV Ibre no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (6). Ele defendeu a cautela da instituição na condução dos juros, influenciada pelos impactos da guerra no Irã, que elevaram as cotações do petróleo e as estimativas de inflação.

"Eu acho que usei a palavra cautela desde que entrei no Banco Central mais vezes do que usei em toda a minha vida antes de entrar no Banco Central. Mas, no Banco Central, a palavra cautela vem acompanhada da palavra serenidade. Nunca está sozinha", disse Galípolo. Ele acrescentou que a ideia é "tomar tempo para conhecer melhor o problema e fazer movimentos mais seguros".

Em março, o Copom reduziu a Selic para 14,75% ao ano, após sinais de trégua na inflação. No boletim Focus do BC, o mercado elevou a projeção do IPCA de 2026 de 4,31% para 4,36%, aproximando-se do teto da meta de 4,5%.

Após o evento, o ex-presidente do BC Arminio Fraga criticou a política fiscal do governo Lula. "O que faz falta é uma política fiscal que facilite um pouco a vida do Banco Central, e isso não temos tido há um bom tempo", afirmou. Ele participou do mesmo seminário e destacou que uma política fiscal fraca compromete o controle da inflação.

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