Leonardo Villar, gerente do Banco de la República, afirmou que a reunião do conselho de abril não pode prosseguir caso o ministro das Finanças, Germán Ávila, não compareça. Ele alertou que tal ausência pressionaria a autonomia do banco central após uma recente divergência. Villar expressou confiança de que o bom senso prevalecerá.
Leonardo Villar, gerente do Banco de la República, disse à Bloomberg Línea que a presença do ministro das Finanças, Germán Ávila, é necessária para que a reunião do conselho de 30 de abril ocorra e decida sobre as taxas de juros. "Se ele não aparecer, teremos que ver como as instituições do país podem garantir que a Constituição seja respeitada", disse ele.
Isso ocorre após Ávila ter deixado a reunião anterior mais cedo devido a uma divergência sobre um aumento na taxa de juros, seguido de uma coletiva de imprensa. Villar observou que desafios à independência do banco prejudicam a percepção dos investidores, elevam os custos de endividamento do governo — de cerca de 9% para 13,6% — e desestabilizam os mercados.
Villar também expressou preocupação com o núcleo da inflação, que subiu de 4,85% em novembro de 2025 para 5,51% em fevereiro de 2026. Ele associou as pressões econômicas à deterioração fiscal e alertou que preços mais altos do petróleo devido às tensões no Irã poderiam impulsionar as exportações, mas alimentar a inflação por meio de fertilizantes e alimentos mais caros.
"Tenho muita confiança de que o bom senso prevalecerá", disse Villar sobre a próxima reunião.